Do Recife dos anos 1970 às chanchadas da Atlântida e ao brilho de Carmen Miranda, o Carnaval inspira clássicos e produções contemporâneas que transformam a maior festa do país em espetáculo nas telas.
Se o Carnaval tem tudo a ver com o Brasil, o cinema não poderia deixar a festa de fora da telona. O Agente Secreto por exemplo que concorre ao Oscar em quatro indicações, se passa no Carnaval de 1972 no Recife e o filme de Kleber Mendonça dá um vislumbre de como era a festa. O certo é que Carnaval e cinema sempre renderam um bom samba e ótimas bilheterias.
Entre os anos 1940 e 1960, os estúdios da Atlântida com obras como Tristezas Não Pagam Dívidas, Carnaval na Atlântida e Aviso aos Navegantes lotavam as salas de cinema com paródias aos filmes de Hollywood, levando ao público os talentos de Oscarito e Grande Otelo e grandes peças musicais de Carnaval.
Mas não há como falar de cinema e Carnaval sem lembrar do ícone Carmén Miranda. A portuguesa naturalizada brasileira estreou nas telas com Alô Alô Brasil e protagonizou outros filmes como Banana da Terra e O Que É Que a Baiana Tem. Bastou para ser descoberta por Hollywood e se tornar estrela internacional em 14 filmes entre 1940 e 1953. Destaque para Serenata Tropical, Uma Noite no Rio, Aconteceu em Havana e Minha Secretária Brasileira. Sua irmã, Aurora Miranda também participou em produções nacionais e também na animação Você Já Foi à Bahia? da Disney.
Mas nem tudo é somente festa. O Rei do Rio (1985, Fábio Barreto) conta a história do envolvimento do Jogo do Bicho com os desfiles das Escolas de Samba. Ó Paí Ó (Monique Gardenberg, 2007) mostra de forma sensível os foliões de um cortiço da periferia de Salvador. Um olhar sensível sobre a festa no Nordeste.
O mito de Orfeu teve duas adaptações onde a tragédia grega é ambientada no Carnaval brasileiro: Orfeu do Carnaval (Marcel Camus, França, 1959) e Orfeu (Cacá Diegues, 1999) estrelado por Toni Garrido e Patríca França.
O Cinema também permite revisitar os Carnavais do passado. Noel Rosa – Poeta da Vila (Ricardo Van Steen, 2006) é um drama sobre a biografia de um dos maiores compositores das marchinhas e de outras canções que explodiram nas rádios e nas ruas do País nos anos 1920 e 1930.
Entre as mais recentes produções relacionadas às festas momescas, o destaque é para a animação Rio (Carlos Saldanha, 2011) sobre as aventuras da arara Blue cujo momento clímax acontece em plena Marquês da Sapucaí.
Então que tal procurar essas e outras obras relacionadas nos streamings para maratonar? Está liberado juntar a fantasia com o balde de pipoca.