Política

Carlos Bolsonaro visita pai preso e culpa Mauro Cid por condenação

Vereador descreve ex-presidente abatido durante primeira visita autorizada pela Justiça.

01 de Fevereiro de 2026
Foto: Reprodução

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) realizou, no último sábado (31), a primeira visita oficial ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou encontros familiares aos fins de semana. O ex-mandatário cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde está detido desde o início de 2026.

Ao deixar a unidade, Carlos relatou que encontrou o pai em estado de profundo abatimento e apatia. Segundo o vereador, Jair Bolsonaro demonstrou fragilidade emocional durante o encontro, no qual os dois chegaram a compartilhar “cascas de pão”, em um momento descrito como simbólico do isolamento vivido pelo ex-presidente.

Carlos afirmou ainda que tentou manter o clima mais leve durante a visita, buscando provocar risadas e conversas para amenizar o impacto da prisão. De acordo com ele, o ex-presidente enfrenta dificuldades para se adaptar à rotina do cárcere e apresenta sinais claros de desgaste psicológico.

Críticas a Mauro Cid e condenação

Durante declarações à imprensa, o vereador direcionou duras críticas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. Para Carlos Bolsonaro, as delações e provas apresentadas por Cid foram determinantes para a condenação do ex-presidente, a quem atribuiu a responsabilidade pelo atual estado do pai.

Carlos classificou Mauro Cid como o principal responsável pelo que chamou de “esfacelamento de pessoas de bem e destruição de famílias inocentes”, discurso que tem sido recorrente entre aliados do ex-presidente desde a divulgação das delações no processo.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista destinada a questionar e interferir no resultado das eleições presidenciais de 2022. A decisão, considerada histórica, foi proferida pelo STF no fim de 2025, após o esgotamento dos recursos judiciais.

Por determinação judicial, o ex-presidente tem contato restrito a familiares próximos, advogados e equipe médica. As visitas ocorrem sob regras rígidas, com controle de horários e fiscalização da unidade militar onde ele permanece custodiado.

A transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da PMDF foi definida para garantir sua integridade física, mantendo-o em uma instalação militar, embora sob custódia do Estado. O relato de Carlos Bolsonaro evidencia o impacto dos primeiros meses de prisão em regime fechado sobre o ex-presidente, que enfrenta um dos momentos mais delicados de sua trajetória política e pessoal.

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