Bumbás exaltam povos originários e ancestralidade na 1ª noite do 58º Festival.
O Bumbódromo foi tomado por cores, emoção e tradição na primeira noite da 58ª edição do Festival Folclórico de Parintins. O Boi Garantido abriu os trabalhos exaltando os povos originários e a diversidade da Amazônia. Na sequência, o Caprichoso destacou a retomada de culturas ancestrais em uma apresentação marcada por força e identidade.
Garantido
Israel Paulain iniciou a apresentação com a tradicional contagem encarnada. O boi vermelho surgiu em uma serpente gigante, seguido pela vaqueirada. Jeveny Mendonça estreou como porta-estandarte, encantando os jurados com leveza. A cunhã-poranga Isabelle Nogueira se transformou em onça na encenação da lenda Tapyra'yawara. O Garantido ainda homenageou Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva.
Caprichoso
O Boi Caprichoso surgiu do alto com Patrick Araújo e Edmundo Oram. Patrick manteve a tradição de cantar descalço. Caetano Medeiros estreou como amo do boi. A cunhã-poranga Marciele Albuquerque se transformou em gavião em uma alegoria de 30 metros, ao lado do pajé Erik Beltrão. O boi fez apelo pela demarcação da terra indígena Tupinambá com o Manto Tupinambá do Século 21.
Segunda noite
Neste sábado (28), Caprichoso abre as apresentações no Bumbódromo e deve narrar sua trajetória marcada pela dor da escravidão, pela exclusão histórica dos corpos pretos e pela luta contra o apagamento cultural.
Já o Garantido vai encerrar a segunda noite falando sobre sua origem popular e trajetória de resistência, ligado à fé popular e à cultura de trabalhadores simples como pescadores e rezadeiras.
Cada boi terá até 2h30 de apresentação.
O Festival
A edição de 2025 marca a disputa entre o Garantido, com o tema “Boi do povo, boi do povão”, e o Caprichoso, com “É tempo de retomada”. São esperadas mais de 120 mil pessoas. O espetáculo é avaliado em 21 quesitos e dividido em três blocos: musicais, coreográficos e artísticos. Vence o boi com maior pontuação após as três noites.