Saúde

Caneta brasileira contra diabetes avança e aumenta disputa com Ozempic

Hypera protocola a Semavy na CMED, enquanto novos concorrentes nacionais da semaglutida pressionam preços no Brasil.

Por: Portal Amz em Pauta
26 de Junho de 2026
Foto: Unplash

O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida, utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, passa por uma nova fase de concorrência no país.

Pouco mais de três meses após a perda da patente da molécula no Brasil, a Hypera Pharma avançou no processo para entrar no segmento ao oficializar, junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, o protocolo da Semavy, sua nova caneta injetável. O produto ainda aguarda registro sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O movimento ocorre poucos dias depois de a EMS iniciar a distribuição do Ozivy, primeiro concorrente nacional da semaglutida original, comercializada pela Novo Nordisk nas marcas Ozempic e Wegovy.

A chegada de novos fabricantes já pressiona o mercado. Nesta semana, a Novo Nordisk anunciou desconto de até 59% no preço de suas canetas, em uma tentativa de viabilizar a incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde.

Estados como Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal também estudam programas próprios para ampliar o acesso ao tratamento, diante do crescimento da demanda por medicamentos dessa classe.

Apesar de reproduzirem a mesma molécula ativa da semaglutida, os produtos nacionais não são classificados como genéricos. Especialistas explicam que isso ocorre porque a rota de fabricação é diferente da utilizada pela Novo Nordisk.

Enquanto a semaglutida original é produzida por processo biotecnológico, com fermentação e biologia molecular, as versões nacionais são desenvolvidas por síntese química, mantendo a mesma molécula ativa.

A concorrência já tem reflexo nos preços. Enquanto o Ozempic pode custar entre R$ 825 e R$ 1.100 nas farmácias, o Ozivy chegou ao mercado com valores entre R$ 452 e R$ 497, além de programas de adesão que podem reduzir ainda mais o custo para parte dos pacientes.

Especialistas reforçam que o uso desses medicamentos deve ser feito com acompanhamento médico. O tratamento também precisa estar associado a mudanças no estilo de vida e acompanhamento contínuo, especialmente para evitar a recuperação do peso após a interrupção da medicação.

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