Medidas de resposta surgem após o anúncio de tarifas de 25% para Canadá e México e de 10% para a China; impactos econômicos são aguardados.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau; o presidente da China, Xi Jinping; e a presidente do México, Claudia Sheinbaum
O Canadá, a China e o México anunciaram novas taxas de importação aos produtos dos Estados Unidos como retaliação às tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. As novas taxas começaram a vigorar nesta terça-feira (4).
O Canadá foi o primeiro a reagir, anunciando tarifas de 25% sobre US$ 107 bilhões em produtos dos EUA. Parte das tarifas entrou em vigor imediatamente, enquanto o restante será implementado dentro de 21 dias. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou que as tarifas permanecerão em vigor até que os Estados Unidos retirem suas medidas. Caso contrário, o Canadá buscará outras ações não tarifárias.
Em seguida, a China também impôs novas tarifas de 10% a 15% sobre uma variedade de produtos agrícolas dos EUA, como frango, trigo, milho e algodão. Além disso, Pequim implementou restrições sobre 25 empresas dos EUA, alegando razões de segurança nacional. As novas tarifas entrarão em vigor no dia 10 de março e afetam cerca de US$ 21 bilhões em exportações.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também condenou a decisão dos EUA de impor tarifas de 25% sobre as importações mexicanas e prometeu uma retaliação. Sheinbaum declarou que não há justificativa para tais taxas, destacando a colaboração do México com os EUA em várias questões, como segurança e combate ao tráfico de drogas.
Sheinbaum afirmou ainda que o governo está preparando medidas “tarifárias e não tarifárias” em retaliação à taxação de 25% impostas pelo governo de Donald Trump.
“Decidimos responder com medidas tarifárias e não tarifárias que anunciarei em público no próximo domingo”, anunciou.
As novas tarifas impostas pelos EUA fazem parte de uma política tarifária revisada de Trump, que justificou as taxas como uma forma de combater o tráfico de drogas proveniente do Canadá e do México. Já para a China, foi anunciada uma tarifa adicional de 10%, que, somada às tarifas anteriores, totaliza 20% sobre uma série de importações chinesas.
Tensões crescem no Comércio Internacional
As novas tarifas e as respostas de retaliação geraram preocupações sobre uma guerra comercial crescente entre as duas maiores economias do mundo. Analistas apontam que a escalada das tensões entre os EUA e a China pode ter impactos significativos no comércio global e nas economias dos países envolvidos.
Além disso, a decisão de Trump e as respostas dos países afetados geraram volatilidade nos mercados financeiros. Os índices acionários europeus caíram, especialmente nas montadoras, e as moedas, como o dólar canadense e o peso mexicano, enfraqueceram. O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA também caiu para o menor nível desde outubro.
A Comissão Europeia expressou sua preocupação com as tarifas, destacando que a medida pode prejudicar os parceiros econômicos importantes e criar incertezas globais em um momento crítico para a cooperação internacional.
Essas ações ampliam as incertezas no comércio internacional, com muitos analistas observando o impacto potencial dessas tarifas na economia global, além de questionamentos sobre os próximos passos da administração Trump.
Com informações do G1, da Associated Press e da Reuters.