Seleção feminina é campeã após empate eletrizante e garante vaga nas Olimpíadas
A Seleção Brasileira de futebol feminino conquistou no último sábado (2) seu nono título da Copa América Feminina ao vencer a Colômbia nos pênaltis por 5 a 4, após um empate emocionante em 4 a 4 no tempo regulamentar e na prorrogação. A grande final foi disputada no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador.
O jogo foi digno de uma decisão continental: intenso, equilibrado e repleto de reviravoltas. Marta, a eterna camisa 10, foi decisiva ao empatar o jogo em 3 a 3 nos acréscimos do segundo tempo. Já na prorrogação, colocou o Brasil na frente pela primeira vez, mas a Colômbia voltou a empatar, levando a decisão para os pênaltis.
Na disputa das penalidades, Angelina e Marta desperdiçaram suas cobranças, mas a goleira Lorena brilhou com defesas espetaculares nos chutes de Leicy Santos e Carabalí, garantindo a vitória brasileira e levantando a taça sul-americana mais uma vez.
Marta camisa 10 da Seleção Brasileira Femenina de Futebol (Foto: Divulgação)
Com o resultado, o Brasil mantém sua hegemonia no torneio continental. Em dez edições disputadas desde a criação da Copa América Feminina em 1991, a Seleção venceu nove, sendo superada apenas pela Argentina em 2006. Esta foi a quarta final entre Brasil e Colômbia, todas vencidas pelas brasileiras (2010, 2014, 2022 e agora em 2025).
Além do título, o Brasil também garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, assim como a Colômbia, vice-campeã. A edição atual da Copa América não classifica mais para a Copa do Mundo, mas serve como seletiva olímpica e para os Jogos Pan-Americanos.
Argentina, Uruguai e Paraguai, que terminaram entre a terceira e quinta colocações, conquistaram vagas no Pan-Americano de Lima, em 2027. O Peru, como país-sede, já tem presença assegurada no torneio continental.
A conquista deste sábado reforça o protagonismo do Brasil no futebol feminino sul-americano e celebra o talento de uma geração que mistura juventude e experiência. A atuação de Marta, aos 39 anos, simboliza a força e o espírito vencedor da Seleção, que segue firme como potência continental.