Equipe encanta ao som de “Evidências” e garante lugar no pódio mundial
O Brasil escreveu um capítulo histórico no último sábado (23), ao conquistar pela primeira vez uma medalha de prata em um Mundial de Ginástica Rítmica. A apresentação da equipe, embalada pela clássica canção “Evidências”, emocionou o público e rendeu ao país uma colocação inédita, coroando anos de dedicação e superação.
A conquista aconteceu em uma arena onde um quadrado de apenas 14 por 14 metros se transformou no palco dos sonhos de um país inteiro. “Tem tamanho? Acho que é gigante! É infinito!”, declarou emocionada a técnica Camila Ferezin, responsável por comandar a seleção de conjunto que já colecionava bons resultados em torneios internacionais, mas nunca havia alcançado o pódio mundial.
A equipe brasileira brilhou na série mista, combinando arcos e bolas, e garantiu a liderança parcial da competição. Na sequência, com a apresentação impecável utilizando fitas, o conjunto manteve o alto nível, somando 55.250 pontos. O desempenho, considerado o melhor da temporada, só foi superado pelas japonesas, que ficaram com o ouro.
Para as atletas, cada gesto e cada nota representam muito mais do que números. “Cada competição é diferente, então a gente só queria fazer o nosso melhor, e acredito que conseguimos fazer isso hoje”, afirmou a ginasta Duda Arakaki. O sentimento foi compartilhado por suas companheiras, que celebraram a conquista como um gol em uma grande final.
(Foto: Divulgação)
Entre as torcedoras, a emoção foi ainda mais intensa. Keila Madeira, mãe da ginasta Sofia, escolheu não assistir às filhas em ação ao vivo, preferindo se recolher em oração durante a performance. “Eu vejo tudo depois, assisto mil vezes depois. Mas, na hora, prefiro rezar, porque a minha energia é muito pesada para o momento da apresentação”, contou.
A estratégia de Keila deu certo: Sofia e suas colegas não sentiram o peso da responsabilidade. Ao contrário, transmitiram leveza e confiança em cada movimento, encantando juízes e plateia. “Depois, quando assistimos no celular, ficamos muito felizes. Ao vivo, minha mãe nunca consegue assistir”, brincou Sofia, destacando a cumplicidade familiar nos bastidores.
O feito da equipe representa uma virada de chave para a ginástica rítmica nacional, que vinha acumulando participações expressivas, mas sem conseguir transformar o esforço em conquistas no mais alto nível. Agora, com a medalha de prata, o Brasil se coloca entre as grandes potências mundiais da modalidade.
E a história pode ganhar novos capítulos muito em breve. Neste domingo, as brasileiras voltam à quadra para disputar duas finais por aparelhos. Com a confiança renovada e o apoio da torcida, a expectativa é de que mais medalhas possam ser conquistadas, reforçando o talento e a determinação de um grupo que já entrou para a história.
(Foto: Divulgação)