Amazonas

Brasil deve colocar Amazônia no centro das decisões políticas, diz Tadeu de Souza

Vice-governador do Amazonas defende obras, fim da tutela e escuta aos amazônidas

20 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (Avante), defendeu que o Brasil precisa colocar a Amazônia no centro das decisões políticas nacionais. A declaração foi feita em artigo de opinião publicado no jornal Gazeta do Povo, no último sábado (19), no qual ele pede mais atenção à realidade dos povos da floresta e cobra ações concretas do governo federal.

No texto, Tadeu critica a forma como o país tem tratado a região amazônica e alerta que cerca de 30 milhões de brasileiros vivem na floresta, muitas vezes sem acesso a infraestrutura básica, como estradas, conectividade e serviços públicos. Para ele, as políticas públicas precisam sair do discurso ideológico e se tornar práticas, com escuta ativa e respeito às populações locais.

“O Brasil precisa colocar a Amazônia no centro da política, e isso significa olhar para ela não com ideologia, mas com pragmatismo, escuta e respeito”, afirmou em um dos trechos. O vice-governador destacou que, apesar de abrigar cerca de 10% da biodiversidade mundial, a região ainda carece de presença efetiva do Estado.

Ele também criticou a atuação do governo federal, que, segundo ele, adota uma postura burocrática e distante. “A soberania climática de que tanto se fala só será possível se vier acompanhada de soberania territorial, o que exige presença efetiva do Estado em áreas onde ele sempre chegou tarde ou nunca chegou”, escreveu Tadeu.

O vice-governador chamou a atenção para o fato de que a Amazônia ocupa quase 50% do território nacional, mas responde por apenas 9% do PIB do Brasil. Segundo ele, o caminho para mudar esse cenário está no desenvolvimento sustentável, com investimentos em infraestrutura e incentivo a atividades econômicas legais e inovadoras.

Entre as propostas apresentadas, Tadeu de Souza foi enfático ao cobrar a repavimentação da BR-319, estrada que liga Manaus a Porto Velho, e que permanece com longos trechos intrafegáveis. “Sem estrada, sem sinal e sem segurança jurídica, como se pode falar em desenvolvimento sustentável?”, questionou.

Ele também propôs a diversificação da matriz econômica do Polo Industrial de Manaus (PIM), visando abrir novos mercados, gerar empregos e integrar mais fortemente a economia local ao restante do país. Para o vice-governador, esse movimento exige diálogo com a sociedade e liberdade para que os amazônidas participem das decisões.

Tadeu destacou ainda que a realização da COP 30 em Belém (PA), em 2025, será uma oportunidade histórica para que o mundo veja a Amazônia como ela realmente é. “O que a Amazônia precisa não é de tutela, e sim de confiança”, defendeu, ao lembrar que até 70% do PIB brasileiro depende dos serviços ecossistêmicos da região.

O artigo completo pode ser lido no site oficial da Gazeta do Povo.

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