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Brasil conhece tabela, projeta cenários e inicia caminhada rumo ao hexa mundial

Fifa confirma datas e locais dos jogos, enquanto projeções apontam caminhos distintos conforme posição final no Grupo C.

07 de Dezembro de 2025
Foto: Reprodução

A Fifa oficializou neste sábado (6) a tabela completa da Copa do Mundo de 2026, confirmando os horários e locais das três partidas da seleção brasileira na fase de grupos. Após ser sorteado na última sexta-feira (5), o Brasil caiu no Grupo C ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti, mas restava saber em quais cidades os duelos seriam disputados. Com a divulgação, a equipe de Carlo Ancelotti já sabe exatamente onde começará sua caminhada rumo ao hexa.

A estreia será logo contra o adversário mais forte da chave. No dia 13 de junho, às 19h (de Brasília), o Brasil enfrenta o Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Seis dias depois, em 19 de junho, às 22h, a seleção encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A terceira partida será disputada em 24 de junho, às 19h, diante da Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Apesar da definição oficial, a tabela representou uma derrota estratégica para a CBF. A entidade desejava que as duas primeiras partidas ocorressem em Boston, onde há uma grande comunidade brasileira e logística mais confortável. No entanto, a Fifa priorizou Nova Jersey e Filadélfia, cidades que receberam grande público em jogos de brasileiros no recente Mundial de Clubes. Nem mesmo o pedido para que o jogo contra a Escócia fosse em Atlanta foi atendido.

Rodrigo Caetano, coordenador executivo da seleção, lamentou a falta de alinhamento com as preferências brasileiras, mas destacou que a comissão técnica já trabalha com diferentes possibilidades de logística. Ele reforçou que fatores como temperatura, distâncias e qualidade dos centros de treinamento serão determinantes na escolha do quartel-general do Brasil nos Estados Unidos.

(Foto: Amz em Pauta)

Embora a fase de grupos ainda nem tenha começado, os cenários possíveis para a classificação brasileira já estão mapeados. Com o formato ampliado para 48 seleções, o Mundial de 2026 prevê duelos desde os 16 avos de final, exigindo planejamento ainda mais detalhado por parte das equipes que buscam o título.

Se o Brasil avançar em primeiro lugar

Classificar-se como líder do Grupo C oferece ao Brasil o caminho mais favorável. Neste cenário, o primeiro compromisso no mata-mata será contra o vice-líder do Grupo F, que reúne Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção da repescagem europeia. A partida seria disputada no dia 29 de junho, em Houston.

Se avançar, o Brasil enfrentaria nas oitavas de final o vencedor do confronto entre os segundos colocados dos Grupos E e I, podendo ter pela frente seleções como Alemanha, França, Equador, Noruega ou Senegal. A partir das quartas, as combinações envolvem confrontos com líderes de outras chaves e até melhores terceiros, dificultando previsões precisas.

Nas projeções mais fortes, o Brasil poderia reeditar o duelo contra a Inglaterra, que marcou a Copa de 2002. Esse confronto, caso aconteça, seria no dia 11 de julho, em Miami. Uma classificação levaria a seleção à semifinal, onde seriam possíveis adversários como Argentina, Canadá ou Portugal, desde que também avancem como líderes.

Se o Brasil avançar em segundo lugar

O cenário muda consideravelmente se a seleção terminar atrás de Marrocos, Escócia ou Haiti. Nesse caso, o primeiro adversário no mata-mata seria o líder do Grupo F, possivelmente a Holanda. A partida seria disputada em Monterrey, no México, exigindo deslocamento maior e adaptação a um clima bastante diferente.

Uma vitória colocaria o Brasil frente ao vencedor do duelo entre os vice-líderes dos Grupos A e B, com seleções como México, Coreia do Sul, Canadá, Itália ou Dinamarca aparecendo no caminho. Assim como no cenário do primeiro lugar, a partir das quartas as possibilidades se ampliam, incluindo líderes de grupos fortes, como Alemanha (Grupo E) ou França (Grupo I).

Se avançar dessa forma, a seleção ainda poderia encontrar nas semifinais cabeças-de-chave como Espanha, Estados Unidos ou Bélgica, desde que estes também confirmem o favoritismo na fase inicial. O cruzamento, entretanto, depende da distribuição dos melhores terceiros colocados, o que torna difícil prever o adversário com precisão.

Os dois caminhos deixam claro que o desempenho na fase de grupos terá impacto direto nas possibilidades de título. Enquanto o primeiro lugar oferece confrontos teoricamente menos complexos nas fases iniciais, terminar em segundo exigiria enfrentar rivais de peso logo cedo. Com datas, locais e projeções definidas, a contagem regressiva para a estreia do Brasil em Nova Jersey já começou, e o planejamento estratégico ganha peso em busca do tão sonhado hexa em 2026.

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