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Brasil busca novos mercados após sanções dos EUA sobre produtos nacionais

Exportações para Oriente Médio, Sul Asiático e Sul Global são alternativas estratégicas.

11 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

O governo federal anunciou medidas para buscar novos mercados de exportação, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que irá taxar em 50% os produtos brasileiros. A medida, que passa a valer em 1º de agosto, afeta diretamente setores como carne, café e suco de laranja.

Em resposta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) planeja ampliar as exportações brasileiras para regiões como o Oriente Médio, Sul Asiático e Sul Global, consideradas com alto potencial de consumo e forte capacidade de absorver os produtos nacionais.

O ministro Carlos Fávaro afirmou que o governo agirá de forma proativa para minimizar os impactos das sanções. “Vamos reforçar as ações diplomáticas e abrir novas portas nos mercados internacionais. As ações proativas vão acontecer aqui no Mapa”, destacou, em pronunciamento nas redes sociais.

Fávaro classificou a medida norte-americana como “indecente” e declarou que o governo brasileiro já está dialogando com entidades representativas dos setores afetados para construir soluções conjuntas. “Estamos buscando alternativas para manter o crescimento da agropecuária brasileira”, afirmou.

Entre os itens mais exportados pelo Brasil para os EUA estão o açúcar, o café, o suco de laranja e a carne bovina. Segundo especialistas, a imposição das taxas poderá causar uma redução nos preços internos dessas commodities, já que parte da produção deixará de ser escoada para o mercado internacional.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) já apontou que o novo tributo elevará os custos da carne brasileira ao ponto de inviabilizar as vendas para os Estados Unidos. A entidade está entre as que buscam alternativas junto ao governo.

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump formalizou a decisão na última quarta-feira (9). A justificativa seria o “desequilíbrio comercial” entre os países, segundo a assessoria da Casa Branca.

Diante do cenário, o governo federal reforça a estratégia de diversificação dos mercados e expansão comercial em regiões com menos barreiras, fortalecendo a posição brasileira no comércio internacional mesmo em meio a instabilidades diplomáticas.

 

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