Meio Ambiente

Bosque da Ciência inicia 2026 com exposição fotográfica sobre desafios ambientais amazônicos

Mostra reúne imagens da COP 30 e propõe reflexão sobre conservação da Amazônia

02 de Janeiro de 2026
Foto: Reprodução

O Bosque da Ciência abre a programação de 2026 com a exposição fotográfica “Amazônia a Olhos Vistos”, que será inaugurada no próximo dia 9 de janeiro, em Manaus. A mostra ficará em cartaz no espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e convida o público a refletir sobre as ameaças crescentes ao bioma amazônico e as alternativas de conservação.

Após integrar a programação paralela da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em novembro, em Belém (PA), a exposição chega à capital amazonense reunindo registros produzidos por pesquisadores e fotógrafos que atuam diretamente na região. A proposta é unir ciência, arte e consciência ambiental em um mesmo espaço.

Desenvolvida pela Rede Bioamazonia, a mostra apresenta 20 fotografias que retratam impactos das mudanças climáticas e das atividades humanas sobre ecossistemas, biodiversidade e comunidades tradicionais da Amazônia. A curadoria é assinada por João Valsecchi do Amaral e Miguel Monteiro, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

Para o diretor do Inpa, Henrique Pereira, a exposição cumpre um papel que vai além do aspecto visual. Segundo ele, a iniciativa busca sensibilizar o público ao mostrar que as ameaças à biodiversidade são reais, mas que a ciência oferece caminhos concretos para a proteção do futuro da floresta amazônica.

(Foto: Reprodução)

Entre os destaques da mostra está uma imagem do pesquisador Jochen Schöngart, do Grupo de Pesquisa Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas, que retrata uma floresta de igapó morta no rio Uatumã, no Amazonas, em consequência da barragem de Balbina. Outro registro é assinado pelo jornalista Lucas Batista e apresenta a Coleção Científica Biológica de Invertebrados do Inpa.

A exposição foi concebida especialmente para a COP 30 e teve sua primeira apresentação no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde recebeu grande visitação durante as duas semanas da conferência climática. No Bosque da Ciência, a mostra será instalada na Ilha da Tanimbuca, com expectativa de permanecer aberta ao público por um ano.

De acordo com o chefe do Bosque da Ciência, Jorge Lobato, a exposição marca a primeira programação de 2026 no espaço científico-cultural, que registrou recorde de visitantes em 2025. Segundo ele, o período de férias motivou a preparação de uma agenda especial voltada à reflexão ambiental e ao lazer educativo.

O Bosque da Ciência funciona de terça a domingo, das 9h às 16h30, com permanência permitida até às 17h. As visitas são gratuitas, mediante agendamento prévio no site do Bosque da Ciência. A iniciativa reforça o papel da Rede Bioamazonia, criada em 2024, que reúne instituições de pesquisa da Pan-Amazônia com o objetivo de fortalecer a cooperação científica e estimular a bioeconomia como alternativa sustentável para a região.

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