Saúde

Bomba falsa no Rodoanel: por que o corpo pode desmaiar em situações de pânico

Especialistas explicam como o organismo reage ao medo extremo e por que o desmaio é uma resposta comum a emoções intensas.

14 de Novembro de 2025
Foto: Reprodução

O caso de um motorista que desmaiou após uma ameaça de bomba falsa no Rodoanel reacendeu o debate sobre como o corpo reage em situações de pânico extremo. Segundo especialistas, o susto intenso pode desencadear uma sequência de reações físicas e emocionais que levam ao chamado “colapso corporal”.

Em momentos de medo agudo, o organismo ativa o sistema de “luta ou fuga”, liberando adrenalina e cortisol. A pressão arterial e os batimentos cardíacos aumentam, mas, em algumas pessoas, o sistema nervoso autônomo reage de forma inversa: há uma queda súbita de pressão e de frequência cardíaca, provocando o desmaio vasovagal, também conhecido como síncope.

De acordo com o Ministério da Saúde, fatores como susto, calor, jejum, dor ou permanência prolongada em pé podem acionar esse reflexo. Estudos indicam que cerca de 40% dos brasileiros terão ao menos um episódio de desmaio ao longo da vida. Já pesquisas publicadas na SciELO mostram que metade dos pacientes com transtorno de pânico apresenta sintomas respiratórios intensos, como hiperventilação, durante crises de ansiedade.

O colapso físico, segundo especialistas, é uma forma do corpo se proteger diante de uma sobrecarga emocional. Após o episódio, é comum surgirem efeitos como tremores, insônia e medo persistente. Quando esses sintomas duram mais de algumas semanas, médicos recomendam avaliação médica e psicológica para evitar transtornos de estresse pós-traumático.

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