Com um cenário macroeconômico mais favorável, regulamentações vistas como positivas e a entrada maciça de capital institucional, especialistas não descartam que novas máximas possam ser atingidas ainda neste semestre.
A sexta-feira (11) começou em alta para os investidores de criptomoedas. O bitcoin, principal ativo digital do mundo, atingiu a maior cotação de sua história, ultrapassando os US$ 118 mil (cerca de R$ 652 mil). O salto marca um novo capítulo no mercado cripto, que vem sendo impulsionado por uma combinação de apoio político e demanda institucional.
A disparada nas últimas horas elevou a valorização do bitcoin em mais de 25% apenas neste ano, consolidando uma trajetória ascendente que teve início ainda no final de 2024, quando o ativo superou pela primeira vez a marca simbólica dos US$ 100 mil.
Um dos principais fatores apontados por analistas para essa escalada é o apoio crescente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao setor. Desde que voltou ao cargo, o republicano tem adotado uma postura pró-mercado cripto.
Em março deste ano, ele assinou uma ordem executiva criando uma reserva estratégica de criptomoedas e nomeou figuras alinhadas com a agenda digital para cargos-chave, como Paul Atkins na presidência da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e David Sacks como chefe da inteligência artificial da Casa Branca.
Segundo Joshua Chu, copresidente da Associação Web3 de Hong Kong, o novo patamar atingido pelo bitcoin é reflexo de uma acumulação institucional. "Grandes investidores estão aumentando suas posições e drenando a liquidez das corretoras, o que reduz a oferta no mercado e pressiona os preços para cima", explicou.
Além do bitcoin, outras criptomoedas também registraram valorização. O ethereum, segundo maior token do mercado, voltou a se aproximar dos US$ 3 mil, com um salto de quase 10% nas últimas horas.