Nova identidade nacional será base para cadastro e acesso à seguridade social.
A partir de 1º de janeiro de 2027, a biometria passará a ser obrigatória para novos cadastros de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), utilizando como base a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A medida faz parte de um processo de modernização e integração dos serviços públicos no país.
Segundo a presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, a mudança não resultará em cortes de benefícios para os segurados. Ela destacou que, inicialmente, o órgão fará solicitações para que os beneficiários realizem a biometria, sem prejuízo imediato para quem ainda não estiver regularizado.
A orientação é que a população evite desinformação e busque informações em canais oficiais. A presidente ressaltou que grande parte dos brasileiros já possui dados biométricos cadastrados, seja por meio da Carteira Nacional de Habilitação, passaporte ou registros no Tribunal Superior Eleitoral.
Para aqueles que ainda não possuem cadastro biométrico, será necessário emitir a nova Carteira de Identidade Nacional a partir de 2027. Já os cidadãos que possuem biometria registrada em outros sistemas terão prazo maior, com obrigatoriedade da CIN a partir de janeiro de 2028.
O processo de emissão da CIN começa pelo acesso ao portal gov.br/identidade, onde o cidadão deve agendar o atendimento no seu estado. No dia marcado, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento para a coleta dos dados biométricos.
A versão digital da nova identidade também permite a inclusão de outros documentos, como a CNH e o título de eleitor, ampliando a integração das informações pessoais em um único sistema.
A adoção da biometria unificada busca aumentar a segurança no acesso aos benefícios, reduzindo fraudes e garantindo que os recursos cheguem aos destinatários corretos. A regulamentação entra em vigor em 30 de abril de 2026, substituindo normas anteriores sobre identificação na seguridade social.