Amazonas

Bioeconomia na Amazônia pode gerar US$ 7,7 trilhões até 2030, diz BID

A coprodução de inovação por meio de redes e clusters fortalece a inclusão produtiva, com investimentos já mobilizados em programas como o PPBio, da Suframa

08 de Marco de 2025
Foto: Divulgação

Em meio à emergência climática, a bioeconomia surge como um modelo sustentável de desenvolvimento, com potencial global de US$ 7,7 trilhões até 2030, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Na Amazônia, políticas e investimentos buscam fortalecer esse setor, mas desafios estruturais exigem uma governança mais integrada e colaborativa.

A criação de biohubs, centros e polos na região reflete uma tendência crescente de inovação e cooperação. Estudos apontam a necessidade de maior conexão entre academia, mercado, políticas públicas e comunidades tradicionais para otimizar investimentos e catalisar resultados.

De acordo com Carlos Koury, do Idesam, a convergência entre bionegócios comunitários, ciência e bioindústrias pode acelerar o uso sustentável da biodiversidade. O estudo financiado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) aponta a necessidade de novas estruturas para fortalecer essa interação e integrar políticas públicas, como o Plano Nacional da Sociobioeconomia.

A coprodução de inovação por meio de redes e clusters fortalece a inclusão produtiva, com investimentos já mobilizados em programas como o PPBio, da Suframa. Até agora, R$ 146 milhões foram destinados a projetos na Amazônia Legal, envolvendo 40 empresas e diversas iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

O estudo também destaca o papel das metaorganizações, redes que conectam diferentes setores e promovem o compartilhamento de conhecimento. Exemplos incluem o Redário, focado na restauração ecológica, e o CocoaAction Brasil, que une produtores e indústrias na cadeia do cacau.

A governança eficaz da bioeconomia amazônica requer liderança, infraestrutura e fluxo de recursos organizados. Além disso, o estudo aponta que o alinhamento entre diferentes atores pode potencializar investimentos e garantir um desenvolvimento mais equilibrado para a região.

Diante das diversas cadeias produtivas amazônicas, soluções prontas não são viáveis. A adaptação às realidades locais e o fortalecimento da governança territorial são essenciais para a implementação de inovações sustentáveis.

O papel do governo é fundamental na promoção de infraestrutura básica, financiamento e assistência técnica. A integração de redes e políticas públicas será decisiva para que a bioeconomia avance de forma justa e inclusiva, garantindo o equilíbrio entre inovação e preservação ambiental.

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