Trio sul-coreano se apresenta no Anime Friends em São Paulo com show inclusivo e mensagem de superação.
Prepare o seu coração, porque o Big Ocean está prestes a desembarcar, pela primeira vez, no Brasil. Mais do que figurinos e equipamentos, o grupo de k-pop traz na bagagem um oceano de emoções com histórias de superação, representatividade e conexão com os fãs. O trio sul-coreano, que surgiu em 2024, rompe padrões: é o primeiro grupo de k-pop formado por três integrantes com deficiência auditiva, que usa a língua de sinais coreana (KSL).
Os idols Lee Chan-yeon, Park Hyun-jin e Kim Ji-seok se apresentam no Anime Friends, que começa no dia 3 de julho em São Paulo, e prometem marcar presença com uma proposta que foge do convencional.
Em entrevista exclusiva à Giro pelo Oriente, os artistas contaram sobre o novo momento da carreira e o lançamento do segundo álbum, “Underwater”. A obra inaugura uma nova era para o grupo, com o conceito “Embracing the black ocean” — algo como “abraçando o oceano negro”.
“Queremos mostrar que, por trás da superfície, todos carregam instintos fortes e selvagens. E tudo bem”, explica Park Hyun-jin. “Esse álbum é sobre aceitar quem somos, com nossas luzes e sombras. A figura da sereia, que inspira o conceito, representa exatamente essa força mítica e profunda.”
Diferente do disco de estreia, “Follower”, lançado em 2024, “Underwater” traz um toque mais pessoal e um diálogo mais direto com o público.
“Dessa vez, ouvimos muito o que o público queria. Então podem esperar algo diferente de tudo que já fizemos”, completa Hyun-jin.
Para o Big Ocean, a deficiência auditiva não é obstáculo — é parte da identidade do grupo. No palco, os integrantes usam recursos adaptados, como relógios que vibram no compasso da música e monitores de luz que indicam os tempos da batida, ajudando na sincronia das coreografias.
No estúdio, a tecnologia também faz parte do processo criativo. Em algumas faixas, a equipe utiliza inteligência artificial para ajustar detalhes vocais sem perder a emoção da interpretação.
“A gente ensaia muito, testa possibilidades, se adapta. No começo, até a nossa comunicação era difícil, mas fomos encontrando os próprios caminhos”, conta Ji-seok.
Mais do que música, o Big Ocean quer inspirar. Durante a entrevista, os três integrantes reforçaram que a missão do grupo vai além do entretenimento:
“Meu lema é simples: não imponha limites às possibilidades”, diz Park Hyun-jin. “O mundo está cheio de desafios, mas se a gente acreditar e se esforçar, dá pra chegar longe.”
Lee Chan-yeon acrescenta:
“Quero transmitir que, mesmo tendo uma deficiência, não temos reclamações. Mesmo diante das dificuldades. Pelas nossas performances, queremos inspirar as pessoas a sonharem, a terem esperança e acreditarem em si mesmas.”
A conexão com o público é um dos pontos fortes do grupo. A mensagem que eles fazem questão de compartilhar com os fãs é clara:
“Não desistam dos seus sonhos. Acreditem em si mesmos. Se em algum momento faltar coragem ou motivação, esperamos que encontrem isso na nossa música, na nossa trajetória. Mesmo com as dificuldades, seguimos em frente. E queremos que vocês façam o mesmo. Fighting!”, declara Kim Ji-seok.
Com informações da Veja.