Família acusa falha em procedimento médico; SES-AM abre sindicância para apurar caso.
Um bebê de apenas um mês sofreu uma queimadura no pé enquanto estava internado na Maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus. A mãe, Ketlen Vitória, denunciou o caso como negligência médica e afirma que ainda não recebeu explicações detalhadas sobre o que ocorreu com o filho, Ravi, que segue internado.
Segundo Ketlen, o bebê havia recebido alta logo após o nascimento, mas precisou retornar ao hospital dias depois devido a um quadro de gripe. Ao ser internado novamente, Ravi foi levado para a área de reanimação, onde permaneceu sem a presença da mãe até a terça-feira (21), quatro dias após a nova internação.
Foi somente quando voltou a ter contato com o filho que a mãe percebeu a queimadura no pé do bebê. Questionada, a equipe médica teria informado que um medicamento aplicado intravenoso vazou e atingiu a pele da criança, causando a lesão. “Ao invés de entrar na veia, ficou fora e queimou o pé dele”, relatou.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou que o caso já está sendo acompanhado pela Ouvidoria da maternidade. Em nota, o órgão informou que uma sindicância será aberta para apurar possíveis falhas na conduta da equipe durante o atendimento ao recém-nascido.
Apesar da confirmação de que medidas administrativas poderão ser tomadas, a mãe afirma que até o momento não recebeu retorno oficial da direção da unidade hospitalar. “Só uma médica veio dizer o que teria acontecido. Nenhuma outra explicação foi dada”, disse Ketlen, destacando que o filho continua em tratamento.
O bebê só poderá receber alta quando a ferida estiver completamente cicatrizada. A família registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, e um exame de corpo de delito será realizado para avaliar a extensão da queimadura e as circunstâncias do atendimento.
A mãe usou as redes sociais para pedir justiça e cobrar responsabilidade das autoridades de saúde. “Nenhuma mãe deveria passar por isso, ver o próprio filho machucado e sem explicações”, desabafou.
Ketlen reforça que a denúncia precisa alcançar visibilidade para evitar que outros casos semelhantes se repitam. “Isso tem que ser divulgado para nossas crianças pararem de sofrer nesses hospitais e maternidades”, afirmou, esperançosa por respostas e por melhorias no atendimento prestado às famílias.