Medida ocorre após ataques e aumento da tensão na região
Alguns dos maiores bancos de Wall Street passaram a permitir que funcionários baseados nos Emirados Árabes Unidos trabalhem remotamente ou deixem temporariamente o país diante do aumento das tensões no Oriente Médio. A decisão foi adotada após ataques e riscos de escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados na região.
Instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup passaram a autorizar que parte das equipes realoque temporariamente para outros países ou desempenhe suas atividades de forma remota, enquanto a situação de segurança é monitorada.
A medida ocorre em meio ao aumento da preocupação em centros financeiros estratégicos da região, como Dubai e Abu Dhabi. Nos últimos anos, as duas cidades se consolidaram como polos globais para bancos internacionais, fundos de investimento e empresas de consultoria.
Empresas de outros setores também adotaram planos de contingência para proteger funcionários e garantir a continuidade das operações. Entre as ações estão orientação para trabalho remoto, restrições de viagens e revisão de protocolos de segurança para equipes baseadas no Oriente Médio.
A consultoria McKinsey & Company também tomou medidas emergenciais e chegou a organizar um voo fretado para retirar consultores da região. A empresa informou que funcionários baseados em Dubai podem deixar o país em caso de necessidade, enquanto as companhias seguem acompanhando o cenário de segurança no Golfo.