Meio Ambiente

Banco do Brasil destina R$ 2 bilhões para produção sustentável na Amazônia e Mata Atlântica

Comunidades tradicionais terão acesso a crédito e apoio técnico; ação será destaque na COP30.

01 de Novembro de 2025
Foto: iStock / Mapa / Ilustrativa

Populações da Amazônia e da Mata Atlântica brasileiras terão acesso a R$ 2 bilhões em financiamentos para projetos de produção sustentável e sociobioeconomia, modelo que alia conservação ambiental, valorização dos saberes tradicionais e inclusão social. Desse total, cerca de 3.500 famílias de comunidades tradicionais devem ser beneficiadas com R$ 200 milhões em crédito direcionado, segundo o Banco do Brasil (BB).

Os recursos fazem parte das ações do Hub Financeiro da Bioeconomia, iniciativa do BB que já possui unidades em Manaus (AM), Belém (PA) e Ilhéus (BA). O Hub Norte atende toda a Amazônia Legal, enquanto o Hub Nordeste cobre as comunidades do bioma Mata Atlântica. A meta do programa é atingir R$ 5 bilhões em financiamentos até 2030.

Esses espaços oferecem atendimento físico e digital, assistência técnica e soluções financeiras adaptadas às realidades locais. Agentes de crédito especializados em sociobioeconomia atuarão diretamente nas comunidades tradicionais, promovendo educação financeira e inclusão produtiva.

O Banco do Brasil apresentará o projeto durante eventos paralelos da COP30, que será realizada em Belém (PA), destacando o papel das finanças sustentáveis na transição ecológica e na valorização dos biomas brasileiros. O estande do banco na Zona Verde da conferência também apresentará exemplos práticos das iniciativas apoiadas.

Os esforços se alinham ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Um dos eixos do plano é a sociobioeconomia, que busca integrar povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, mulheres e jovens em cadeias produtivas sustentáveis e de valor agregado.

Como parte de outras ações, o BB firmou acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Verde para o Clima (GCF), destinando US$ 250 milhões ao Programa BB Amazônia, que pretende ampliar o acesso ao crédito para até 11,7 mil empreendimentos locais, incluindo cooperativas, agricultores familiares e negócios liderados por mulheres.

De acordo com José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, o banco adota uma estratégia ativa de busca por novos projetos. “Não esperamos que os projetos venham até o banco. Nós vamos até eles”, afirmou.

O Banco do Brasil também firmou parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS) para implementar um programa de apoio a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. A iniciativa promove o desenvolvimento socioeconômico sustentável, incentiva a comercialização de produtos da sociobioeconomia, como o artesanato, e estimula projetos de recuperação de áreas degradadas, fortalecendo a economia verde e solidária na região.

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