Economia

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag por graves violações às normas financeiras

Autarquia aponta comprometimento econômico e torna bens de controladores e ex-gestores indisponíveis.

15 de Janeiro de 2026
Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

O Banco Central decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, que também atuava junto a fundos em relação ao Banco Master. Segundo o BC, a Reag representa menos de 0,001% do ativo do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a medida foi determinada por graves violações às normas que regem as atividades do sistema financeiro.

O ato que oficializou a liquidação apontou comprometimento econômico-financeiro da administradora, além de irregularidades classificadas como graves pela autoridade monetária. Para conduzir o processo, o Banco Central nomeou como liquidante Antônio Pereira de Sousa, da APS Serviços Especializados de Apoio Financeiro.

Com a decisão, o liquidante passa a assumir o controle da Reag, com amplos poderes para administrar e conduzir o encerramento da instituição, em procedimento semelhante ao que ocorreu anteriormente com o Banco Master.

Na véspera, nesta quarta-feira (14), o ex-presidente da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de buscas da Polícia Federal, em apuração relacionada a violações envolvendo o Master e fundos de investimento.

Em nota, o Banco Central informou que seguirá tomando todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades e que o resultado dessas apurações pode levar a outras medidas sancionadoras de caráter administrativo.

O BC também afirmou que, com a decretação da liquidação extrajudicial da Reag, ficam indisponíveis todos os bens dos controladores e até dos ex-administradores da instituição.

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