Saúde

Autoridades confirmam cepa transmissí­vel de hantavírus em passageiros de cruzeiro

Navio registra mortes, casos confirmados e restrições em portos internacionais

Por: Portal Amz em Pauta
06 de Maio de 2026
Foto: Adobe Stock

Autoridades de saúde da África do Sul confirmaram que a cepa de hantavírus identificada em passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius é a variante andina, considerada a única conhecida com capacidade de transmissão entre humanos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6) durante reunião parlamentar no país africano.

Segundo o Ministério da Saúde sul-africano, o navio conta atualmente com 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades. Até o momento, três mortes foram registradas relacionadas ao surto: um casal holandês e uma mulher alemã, conforme informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde.

O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou que exames laboratoriais confirmaram a presença da cepa andina, encontrada originalmente na América do Sul. Segundo ele, entre as 38 variantes conhecidas do hantavírus, apenas essa apresenta possibilidade de transmissão entre pessoas.

Além dos casos na África do Sul, a Suíça confirmou um paciente infectado após viagem realizada a bordo do navio. O homem está internado no Hospital Universitário de Zurique e segue em isolamento. A esposa dele também foi isolada preventivamente, apesar de não apresentar sintomas até o momento.

O Ministério da Saúde suíço informou que o risco de transmissão para a população é considerado baixo, já que o contágio entre humanos ocorre apenas em situações de contato próximo e prolongado.

Enquanto isso, autoridades de Cabo Verde organizaram uma operação para transferir três pessoas infectadas para a capital, Praia. Já a Espanha anunciou oposição à atracação do navio nas Ilhas Canárias após a embarcação manifestar intenção de seguir para Tenerife.

O governo regional das Canárias afirmou que acompanha a situação em conjunto com autoridades sanitárias espanholas para evitar riscos à população local. A decisão ocorreu após a OMS informar que o navio pretendia atracar no arquipélago.

As autoridades internacionais seguem monitorando o caso e investigando possíveis cadeias de transmissão dentro da embarcação. Até o momento, não há confirmação de transmissão comunitária fora do grupo de passageiros e tripulantes do cruzeiro.

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