A tecnologia, que utiliza tanques de cultivo celular para desenvolver tecidos animais, é vista como uma alternativa mais sustentável e ética à pecuária tradicional.
A Austrália se tornou o terceiro país do mundo a autorizar o consumo de carne cultivada em laboratório, juntando-se aos Estados Unidos e Cingapura na vanguarda dessa inovação alimentar. A decisão foi anunciada após a aprovação de uma emenda ao código de padrões alimentares do país.
A novidade permitirá a comercialização de carne feita a partir de células de codorna japonesa, sem necessidade de abate animal. A responsável pela produção será a startup australiana Vow, sediada em Sydney, que deve começar a distribuir os primeiros pratos com o produto em restaurantes locais nas próximas semanas.
A tecnologia, que utiliza tanques de cultivo celular para desenvolver tecidos animais, é vista como uma alternativa mais sustentável e ética à pecuária tradicional. A proposta busca reduzir o impacto ambiental da produção de carne e eliminar o sofrimento animal.
Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta obstáculos significativos, como queda nos investimentos, barreiras logísticas e resistência política. Nos EUA, por exemplo, alguns estados tentam proibir a venda desse tipo de carne, mesmo com a liberação federal.
A Vow celebrou a aprovação e afirmou que a medida posiciona a Austrália como líder em inovação regulatória, contrastando com a incerteza enfrentada por empresas no mercado americano.