Artista construiu carreira no teatro, cinema e em produções de ópera, com trabalhos premiados e participações em importantes festivais brasileiros.
O ator e diretor teatral amazonense Matheus Sabbá morreu na noite de quarta-feira (28), aos 30 anos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (29) pelo Festival Internacional de Música de Santa Catarina (FEMUSC), instituição com a qual o artista colaborou em diferentes produções. A causa da morte não foi divulgada. Reconhecido por sua atuação no teatro musical, na ópera e no cinema, Sabbá construiu uma trajetória de destaque na cultura brasileira.
Formado em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Matheus desenvolveu trabalhos em instituições como o Theatro Municipal de São Paulo, o Theatro São Pedro, o Festival Amazonas de Ópera e o FEMUSC. No cinema, integrou o elenco do filme O Último Azul (2024). Também assinou a direção de espetáculos como A Caixa Mágica do Natal, produção reconhecida pelo Prêmio Cenym e pelo Prêmio Brasil Musical.
Um dos trabalhos mais recentes do artista foi a direção de cena da ópera Onheama, de João Guilherme Ripper, apresentada nos dias 23 e 24 de janeiro de 2026, durante a 21ª edição do FEMUSC, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. A montagem marcou a primeira apresentação de uma ópera brasileira como atração principal do festival e reuniu mais de 80 artistas no palco. Inspirada na mitologia amazônica, a produção abordou temas como ancestralidade, pertencimento e conexão com a natureza.
Na adaptação, Matheus transformou o protagonista original da história em uma jovem guerreira indígena chamada Iporangaba, destacando a força feminina e a cultura amazônica. Ao comentar a importância do trabalho na época, o diretor declarou: “Dirigir Onheama é contar a história do meu povo. Falar da mitologia do lugar onde nasci e cresci e levá-la para um público que raramente tem contato com essas narrativas”. Em 2025, ele também havia participado do festival como assistente de direção da ópera Madama Butterfly.
A morte provocou manifestações de pesar entre profissionais e instituições culturais. Em nota, o FEMUSC destacou a contribuição do amazonense para a história do evento e prestou solidariedade aos familiares e amigos. O diretor artístico do festival, Alex Klein, também lamentou a perda e ressaltou a criatividade, a dedicação e a capacidade de liderança de Matheus. Até o momento, não foram divulgadas informações confirmadas sobre velório e sepultamento.