Ciência e Tecnologia

Asteroide passa a apenas 428 km da Terra em sobrevoo histórico

Evento sobre a Antártida reforça avanços no monitoramento de objetos próximos ao planeta.

09 de Outubro de 2025
Foto: ESA / Reprodução

Um asteroide identificado como 2025 TF passou a apenas 428 quilômetros da superfície da Terra durante um sobrevoo pela Antártida, na madrugada de 1º de outubro. O registro, confirmado pela Agência Espacial Europeia (ESA), representa uma das aproximações mais próximas já observadas entre um corpo celeste e o planeta, em uma altitude comparável à órbita da Estação Espacial Internacional (ISS), que varia entre 370 e 460 quilômetros.

O objeto, com diâmetro estimado entre um e três metros, chamou a atenção de astrônomos de todo o mundo pela precisão dos cálculos e pela raridade de um evento tão próximo. A margem de erro da medição foi de apenas sete quilômetros, um feito técnico que demonstra o nível de refinamento dos atuais sistemas de rastreamento espacial.

A detecção do fenômeno foi possível graças a um sistema internacional de monitoramento que acompanha os chamados NEOs (Near-Earth Objects, ou Objetos Próximos da Terra). O 2025 TF foi identificado poucas horas após sua passagem, pelo Catalina Sky Survey, programa de vigilância administrado pela NASA. Após a descoberta, o Escritório de Defesa Planetária da ESA iniciou o rastreamento da trajetória com o telescópio do Observatório Las Cumbres, na Austrália, confirmando os dados de altitude e velocidade.

Rastrear um corpo em movimento a dezenas de milhares de quilômetros por hora, com dimensões inferiores às de um carro pequeno, requer extrema precisão. Para isso, observatórios de diferentes partes do mundo cruzam dados em tempo real, o que permite mapear rotas de asteroides potencialmente perigosos e reduzir o tempo de resposta em casos de aproximações mais ameaçadoras.

De acordo com especialistas, o episódio reforça a importância da cooperação internacional e do investimento em tecnologias de vigilância espacial, especialmente diante do aumento da detecção de pequenos objetos que circulam próximos à Terra.

Havia risco para o planeta Terra?

O asteroide 2025 TF não representou qualquer perigo. Objetos dessa escala normalmente se desintegram ao entrar na atmosfera terrestre, formando bolas de fogo conhecidas como fireballs, e, em casos raros, fragmentos que chegam ao solo como meteoritos. No entanto, o sobrevoo da Antártida foi breve e não houve interação com as camadas atmosféricas.

Após a passagem, o 2025 TF seguiu seu curso natural pelo espaço, sem causar impacto ou alteração na órbita terrestre. O evento, além de inofensivo, serviu como um valioso exercício técnico para as agências espaciais, que continuam aprimorando a capacidade de prever e acompanhar objetos que cruzam as proximidades do planeta.

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