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Assassino de John Lennon revela verdadeira motivação do crime após 45 anos

Mark David Chapman admitiu que matou o ex-Beatle por desejo egoísta de alcançar fama e reconhecimento.

21 de Outubro de 2025
Foto: Reprodução / Internet

Quarenta e cinco anos após o assassinato que chocou o mundo, Mark David Chapman, responsável pela morte de John Lennon em 1980, revelou publicamente a verdadeira motivação do crime. Em uma audiência recente para pedido de liberdade condicional, cujas transcrições foram obtidas pelo jornal “New York Post”, Chapman admitiu que agiu movido por um desejo egoísta de “ser alguém” e alcançar notoriedade.

A confissão ocorre às vésperas do aniversário de 45 anos da morte do ex-integrante dos Beatles, ocorrida em 8 de dezembro de 1980, em frente ao Edifício Dakota, em Nova York. Chapman, hoje com 70 anos, cumpre pena na Penitenciária Green Haven e teve, novamente, seu pedido de liberdade negado. Esta foi a 14ª tentativa fracassada do condenado em obter o benefício.

Durante a audiência, Chapman reconheceu que o assassinato de Lennon foi motivado unicamente por ambição pessoal e inveja da fama do músico. “Isso foi por mim e somente por mim, infelizmente, e teve tudo a ver com a popularidade dele”, declarou. Questionado sobre as razões do crime, ele foi direto: “Para ser famoso, para ser algo que eu não era”. O assassino ainda refletiu que, à época, estava em um ponto “muito baixo” de sua vida e que poderia ter encontrado outro propósito sem recorrer à violência.

Criado em uma família presbiteriana na Geórgia, Chapman era um admirador dos Beatles, mas sua admiração se transformou em ressentimento. Ele mencionou que as declarações de Lennon, como o polêmico comentário de que o grupo era “mais popular que Jesus”, e letras de músicas como “God” e “Imagine” o incomodavam profundamente, levando-o a nutrir ódio contra o artista.

Em seu relato, Chapman também revelou ter considerado assassinar outras celebridades, entre elas o comediante Johnny Carson, o ex-beatle Paul McCartney e a atriz Elizabeth Taylor. À época do crime, ele não possuía antecedentes criminais e havia deixado recentemente um emprego como segurança no Havaí. Sua decisão, segundo ele, foi tomada de maneira fria e premeditada.

Durante o julgamento, Chapman confessou ter utilizado balas de ponta oca com o objetivo de garantir a morte do cantor. Condenado por homicídio em segundo grau, recebeu pena de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 20 anos. Contudo, todas as suas solicitações desde então foram negadas, com o comitê de liberdade condicional alegando falta de arrependimento genuíno.

O criminoso expressou remorso pelos danos causados aos fãs, familiares e amigos de Lennon, mas o conselho penitenciário não se convenceu da sinceridade de suas palavras. “O dano causado é irreversível e seus atos foram friamente calculados”, apontou a decisão.

A defesa de Chapman, na época do crime, chegou a considerar o argumento de insanidade, baseando-se em avaliações psiquiátricas que o classificaram como psicótico. Ainda assim, a confissão recente reafirma que o assassinato foi resultado de uma busca doentia por notoriedade, motivada pelo desejo de ser lembrado às custas da morte de uma das maiores lendas da música mundial.

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