Nova atualização do Ministério do Meio Ambiente inclui cerca de 180 espécies e aponta agravamento no estado de conservação da arara-azul-grande, do bugio-preto e do tamanduaí.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção e reincluiu a arara-azul-grande entre os animais em risco. A nova relação foi publicada no Diário Oficial da União e reúne 790 espécies ameaçadas e nove consideradas extintas na natureza.
A arara-azul-grande voltou a integrar a lista após sete anos e foi classificada como Vulnerável (VU). A espécie já havia sido incluída na década de 1980, período em que mais de 10 mil aves foram retiradas da natureza em razão do tráfico e da caça, segundo o Instituto Arara-Azul.
Além da arara-azul-grande, o levantamento reinseriu o bugio-preto e o tamanduaí entre as espécies ameaçadas. Ao todo, cerca de 180 espécies ou subespécies passaram a integrar a lista após avaliações técnicas conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo o MMA, 168 espécies estão classificadas como Criticamente em Perigo, sendo 25 consideradas possivelmente extintas. Outras 285 estão na categoria Em Perigo e 336 são classificadas como Vulneráveis.
Os invertebrados terrestres representam o maior grupo de animais ameaçados, com 264 espécies, seguidos pelas aves (242), répteis (123), mamíferos (102) e anfíbios (59).
Apesar das novas inclusões, o ministério informou que cerca de 150 espécies deixaram a lista de ameaçadas graças à melhora em seu estado de conservação, ao avanço do conhecimento científico e a revisões taxonômicas. Algumas também foram reclassificadas para categorias de menor risco, como Menos Preocupante, Quase Ameaçada ou Dados Insuficientes.
A atualização da lista serve como referência para orientar políticas públicas de conservação da biodiversidade e ações voltadas à proteção das espécies em todo o país.