Governo brasileiro aposta em mercados asiáticos e do Oriente Médio para conter prejuízo de até US$ 5,8 bilhões.
Com a intensificação da política protecionista dos Estados Unidos, o agronegócio brasileiro pode enfrentar um duro golpe a partir do dia 1º de agosto. O governo de Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos agropecuários vindos do Brasil, medida que pode provocar perdas bilionárias ao setor.
De acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as exportações brasileiras ao mercado norte-americano podem recuar em até US$ 5,8 bilhões, tornando os Estados Unidos um destino cada vez menos acessível para os produtos do campo brasileiro.
Em resposta, o governo federal já articula uma força-tarefa para redirecionar o fluxo comercial. A estratégia é diversificar os destinos das exportações, mirando principalmente países da Ásia e do Oriente Médio. Entre os alvos prioritários estão Japão, Coreia do Sul, Turquia, China, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e México.
A ofensiva diplomática busca não apenas abrir novos mercados, mas também reforçar parcerias já existentes. A lógica por trás da estratégia é clara: compensar a perda de espaço nos EUA com acordos comerciais mais sólidos em outras regiões.
A nova medida americana reflete a crescente tensão no comércio internacional, especialmente em um momento em que grandes potências voltam a adotar políticas protecionistas. Para o agronegócio brasileiro, que tem os EUA como um de seus principais compradores, a urgência em encontrar alternativas nunca foi tão grande.