Jhon Vitor do Nascimento Araujo foi localizado após desembarcar de voo doméstico e acabou autuado por associação para o tráfico.
Jhon Vitor do Nascimento Araujo, conhecido como Malandrex, foi preso neste domingo (4) no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho na comunidade César Maia, em Vargem Pequena, e foi localizado por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) após desembarcar de um voo doméstico.
De acordo com as investigações, Malandrex exerceria posição de comando na estrutura do tráfico de drogas da comunidade e também estaria ligado a extorsões praticadas pela facção. A Polícia Civil informou que integrantes do grupo utilizariam a estrutura armada da organização criminosa para impor regras aos moradores, constrangê-los e explorar economicamente a população da região.
Os agentes já realizavam trabalhos de inteligência e monitoramento para localizar o suspeito. A partir do cruzamento de dados e da análise de possíveis rotas, a DRE identificou que ele desembarcaria no Galeão e montou uma operação no aeroporto. Malandrex foi abordado logo após deixar a área de desembarque e não ofereceu resistência à prisão.
Imagens analisadas pela Polícia Civil também mostram o investigado exibindo armas. Em um dos registros, segundo a corporação, ele aparece efetuando disparos. Após a captura, Jhon Vitor foi levado para a sede da DRE, onde foi autuado em flagrante pelo crime de associação para o tráfico de drogas e permaneceu à disposição da Justiça.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que “A captura representa um importante golpe contra a estrutura do Comando Vermelho na Zona Sudoeste, ao retirar de circulação uma liderança apontada como relevante para a manutenção de atividades criminosas e do domínio territorial da facção na região”.
As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo, estabelecer a participação de cada suspeito nas atividades investigadas e localizar possíveis envolvidos que ainda não tenham sido presos. Até a publicação das informações consultadas, a defesa de Jhon Vitor do Nascimento Araujo não havia sido localizada para comentar o caso.