Ciência e Tecnologia

Apocalipse da internet: entenda o fenômeno que preocupa, mas não deve causar pânico

O termo foi criado pela professora Sangeetha Abdu Jyothi, da Universidade da Califórnia, que, apesar disso, afirma hoje se arrepender de ter usado palavras tão alarmistas.

28 de Maio de 2025
Foto: Reprodução

Depois do “bug do milênio”, o novo temor digital atende pelo nome de “apocalipse da internet”. A expressão, popularizada em fóruns e redes sociais, descreve o risco de uma supertempestade solar capaz de derrubar sistemas de comunicação, incluindo cabos submarinos de fibra óptica e conexões via satélite.

O termo foi criado pela professora Sangeetha Abdu Jyothi, da Universidade da Califórnia, que, apesar disso, afirma hoje se arrepender de ter usado palavras tão alarmistas. Segundo a especialista, embora um evento desse tipo seja possível, as probabilidades são baixas. O problema está na proporção que o tema ganhou, alimentando desinformação.

De fato, o Sol passa por ciclos de atividade de cerca de 11 anos, e se aproxima agora, em 2025, do chamado “máximo solar”, período de maior intensidade. Porém, isso não significa que uma supertempestade irá, inevitavelmente, colapsar a internet mundial.

Apesar do hype, especialistas garantem: não há motivo para pânico. Para o cidadão comum, os efeitos seriam temporários, com eventual falha em serviços como Netflix, pagamentos via Pix ou cartão de crédito — mas tudo voltaria ao normal em horas ou dias.

O impacto, no entanto, seria maior para governos e grandes corporações. A ONG NetBlocks estima que um único dia sem internet nos Estados Unidos causaria perdas superiores a US$ 11 bilhões. Mesmo no pior cenário, a comunidade científica está preparada para lidar com as consequências.

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