O termo foi criado pela professora Sangeetha Abdu Jyothi, da Universidade da Califórnia, que, apesar disso, afirma hoje se arrepender de ter usado palavras tão alarmistas.
Depois do “bug do milênio”, o novo temor digital atende pelo nome de “apocalipse da internet”. A expressão, popularizada em fóruns e redes sociais, descreve o risco de uma supertempestade solar capaz de derrubar sistemas de comunicação, incluindo cabos submarinos de fibra óptica e conexões via satélite.
O termo foi criado pela professora Sangeetha Abdu Jyothi, da Universidade da Califórnia, que, apesar disso, afirma hoje se arrepender de ter usado palavras tão alarmistas. Segundo a especialista, embora um evento desse tipo seja possível, as probabilidades são baixas. O problema está na proporção que o tema ganhou, alimentando desinformação.
De fato, o Sol passa por ciclos de atividade de cerca de 11 anos, e se aproxima agora, em 2025, do chamado “máximo solar”, período de maior intensidade. Porém, isso não significa que uma supertempestade irá, inevitavelmente, colapsar a internet mundial.
Apesar do hype, especialistas garantem: não há motivo para pânico. Para o cidadão comum, os efeitos seriam temporários, com eventual falha em serviços como Netflix, pagamentos via Pix ou cartão de crédito — mas tudo voltaria ao normal em horas ou dias.
O impacto, no entanto, seria maior para governos e grandes corporações. A ONG NetBlocks estima que um único dia sem internet nos Estados Unidos causaria perdas superiores a US$ 11 bilhões. Mesmo no pior cenário, a comunidade científica está preparada para lidar com as consequências.