Saúde

Apenas 10% das cidades oferecem telemedicina no Brasil, aponta levantamento

Falta de infraestrutura trava expansão de consultas online, mesmo com apoio legal e investimento federal.

29 de Julho de 2025

Apesar da regulamentação e dos avanços tecnológicos, a telemedicina ainda está longe de se consolidar como uma ferramenta acessível à maior parte dos brasileiros. Um levantamento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) revela que apenas 10% dos municípios oferecem atendimento médico remoto por meio de plataformas digitais.

O principal obstáculo para a adoção da telemedicina é a ausência de infraestrutura básica, como computadores adequados e acesso estável à internet. A situação é ainda mais crítica nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde muitas cidades carecem dos recursos necessários para implementar esse tipo de serviço.

A pesquisa da FNP destaca que as teleconsultas poderiam ser um importante aliado na redução das longas filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e no enfrentamento da escassez de profissionais, especialmente em áreas como oftalmologia, ortopedia, neurologia e cirurgia geral. Com o atendimento virtual, médicos e enfermeiros poderiam realizar consultas diretamente das unidades básicas de saúde, otimizando o tempo e priorizando casos mais urgentes.

Para reverter esse cenário, o Ministério da Saúde incluiu a telessaúde no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Saúde, com previsão de R$ 300 milhões em investimentos. A expectativa é que a digitalização dos atendimentos reduza em até 30% o tempo médio de espera no SUS.

Além dos recursos, o modelo de atendimento virtual já está respaldado legalmente. A Lei nº 14.510/2022 autoriza o uso da telessaúde em todo o território nacional, enquanto a Resolução CFM 2.314/2022 estabelece os parâmetros técnicos e éticos para sua prática.

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