Sexta-Feira, (06 de Novembro de 2026)
Saúde

Anvisa manda apreender cinco lotes de Mounjaro falsificados no Brasil

Medicamentos apresentavam numeração não reconhecida pela fabricante e rótulos irregulares; agência também proibiu outros produtos sem registro sanitário.

Por: Portal Amz em Pauta
06 de Novembro de 2026
Foto: Eli Lilly/Reprodução.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de cinco lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle de peso em pacientes com indicação médica. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (6), proíbe a comercialização, distribuição e utilização das unidades identificadas. A decisão foi tomada após a farmacêutica Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do medicamento, comunicar à agência a identificação de produtos com características diferentes das versões originais.

Segundo a Anvisa, as irregularidades incluem números de lote não reconhecidos pela fabricante e rótulos incompatíveis com os padrões de produção. As divergências levantaram suspeitas sobre a origem e a autenticidade dos medicamentos disponíveis no mercado. A fiscalização atinge apresentações de 2,5 mg, 5 mg e 15 mg, mas não representa a proibição geral do Mounjaro, que permanece autorizado para comercialização no Brasil quando produzido e distribuído regularmente.

Os lotes identificados são KUSTR43969410, referente ao Mounjaro de 2,5 mg; B55010, da versão de 5 mg; e D810042, D838889 e 2138737, correspondentes à apresentação de 15 mg. No caso do lote D810042, a resolução esclarece que a restrição vale exclusivamente para as unidades falsificadas identificadas, não abrangendo os medicamentos autênticos fabricados pela Eli Lilly com a mesma numeração.

A utilização de medicamentos falsificados pode representar riscos à saúde, já que não existem garantias sobre sua composição, concentração do princípio ativo, condições de armazenamento ou esterilidade. No caso de produtos injetáveis, essas irregularidades podem comprometer a segurança do tratamento e provocar reações adversas. Por isso, a orientação da Anvisa é que pacientes e profissionais de saúde não utilizem unidades suspeitas e procurem os canais oficiais da fabricante para verificar sua autenticidade.

A mesma resolução também determinou a apreensão e a proibição de produtos identificados como Pygeum, comercializados sob diferentes nomes, incluindo Oficialfarma, Unicpharma, Bioformulas, Swanson, Recover Farma e Nutricost. Segundo a agência, os produtos eram anunciados sem registro, notificação ou cadastro sanitário, com fabricantes não identificados. A medida também alcança produtos denominados Água Bacteriostática e Diluente Bacteriostático, cuja comercialização ocorria sem a regularização exigida.

As determinações constam na Resolução RE nº 4.329/2026, assinada em 4 de novembro e publicada nesta sexta-feira (6). A Anvisa recomenda que medicamentos sejam adquiridos apenas em farmácias e estabelecimentos regularizados, sempre com embalagem completa e nota fiscal. Consumidores que encontrarem produtos suspeitos podem comunicar o caso à Vigilância Sanitária local ou diretamente à agência reguladora.

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