Yluméc, produzido pela EMS, foi registrado como medicamento similar ao Ozivy e ainda terá preço e lançamento definidos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Yluméc, nova caneta à base de semaglutida produzida pela farmacêutica EMS. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União. O medicamento é indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e amplia a oferta de produtos com o princípio ativo no mercado brasileiro.
O Yluméc pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos que ganhou popularidade nos últimos anos pelo uso no controle do diabetes e do peso. A semaglutida também está presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. No caso do Yluméc, porém, a indicação aprovada é para pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2.
Segundo o registro da Anvisa, o Yluméc foi classificado como medicamento similar, tendo como referência o Ozivy, outro produto à base de semaglutida desenvolvido pela EMS. O medicamento foi autorizado como solução injetável de 1,34 mg/ml para aplicação subcutânea.
As apresentações previstas incluem canetas de 1,5 ml, com quatro aplicações de 0,25 mg ou 0,5 mg, e de 3 ml, com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg. A fabricação deverá ocorrer na unidade de peptídeos da EMS localizada no complexo industrial da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo.
A aprovação ocorre meses após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026, movimento que abriu espaço para a entrada de novos medicamentos com o princípio ativo no mercado nacional. Somente nos últimos meses, a Anvisa autorizou diferentes versões de semaglutida produzidas por laboratórios brasileiros e estrangeiros.
Apesar do registro sanitário, ainda não há uma data anunciada para o início da comercialização do Yluméc. O preço para o consumidor também não foi definido. “A partir do novo registro de semaglutida, entram agora em pauta definições estratégicas relacionadas ao planejamento comercial, preço e cronograma para o lançamento”, informou a EMS.
Com a autorização, o Yluméc passa a integrar o grupo crescente de medicamentos à base de semaglutida disponíveis no país. A chegada de novas opções ocorre em um cenário de maior concorrência após o fim da patente do princípio ativo, com expectativa de ampliação da oferta de tratamentos para pacientes com diabetes tipo 2.