Saúde

Ansiedade e insegurança profissional: Especialista orienta como desenvolver resiliência no trabalho

Psicóloga explica como superar desafios do ambiente corporativo sem comprometer o bem-estar mental e emocional

03 de Fevereiro de 2025
Foto: Divulgação

A ansiedade e a insegurança profissional têm se tornado desafios frequentes no ambiente corporativo, afetando a saúde mental dos trabalhadores. A pressão por produtividade elevada, o medo da instabilidade e a dificuldade em conciliar a vida pessoal com a profissional são fatores que agravam esse cenário. Para enfrentar essas adversidades, a resiliência surge como uma ferramenta fundamental para manter o equilíbrio emocional e lidar com as demandas do trabalho. 

De acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), cerca de 72% dos trabalhadores brasileiros se sentem esgotados mental e fisicamente, e aproximadamente 40% das pessoas economicamente ativas sofrem de Burnout. Esse quadro está relacionado a fatores como o trabalho remoto e híbrido, que borram as fronteiras entre a vida profissional e pessoal, levando a jornadas de trabalho incessantes. 

A mentora em carreira e psicóloga Cintia Lima alerta que os sinais de ansiedade no trabalho podem ser discretos, mas possuem um impacto significativo. “Entre os principais sinais estão o cansaço constante, sonolência, dificuldade de respirar, impaciência, reclamações frequentes, isolamento social, faltas e queda de produtividade”, explica. 

Para Cintia, a resiliência no contexto profissional é essencial para superar as frustrações diárias sem perder o foco, se adaptar às mudanças, aprender com as dificuldades e continuar sendo produtivo. "A resiliência ajuda a lidar com as adversidades, promovendo um melhor desempenho e bem-estar", afirma. 

A psicóloga ressalta que os benefícios de desenvolver a resiliência são claros, como a capacidade de tomar decisões mais assertivas sob pressão, evitar conflitos interpessoais e contribuir para um ambiente de trabalho mais colaborativo e saudável. Para reduzir a ansiedade e a insegurança, Cintia sugere algumas estratégias que as empresas podem adotar, como: “Criar uma cultura de segurança psicológica, onde os colaboradores se sintam à vontade para se expressar, equilibrar a carga de trabalho e implementar programas de suporte emocional”. 

Além disso, práticas como mindfulness e meditação são eficazes para manter o equilíbrio emocional e reduzir o estresse. “Essas práticas ajudam a manter o foco e a agir de forma mais racional, reduzindo a ansiedade e melhorando o ambiente de trabalho”, afirma Cintia. 

A liderança também tem papel fundamental na promoção do bem-estar. "Os líderes devem estar atentos aos sinais de ansiedade nos colaboradores e oferecer suporte, criando um ambiente de confiança onde todos possam se expressar sem medo de retaliação", complementa. 

Cintia alerta ainda que a ansiedade prolongada pode desencadear problemas graves de saúde, como hipertensão, insônia e esgotamento físico e mental. No ambiente profissional, isso pode resultar em absenteísmo, queda de produtividade e até demissões. 

Por fim, a insegurança quanto à estabilidade profissional também pode afetar diretamente o desempenho. Ela pode prejudicar a concentração, dificultar a tomada de decisões e aumentar o estresse, levando a um menor engajamento no trabalho. 

Foto: Divulgação

Para enfrentar esses desafios, Cintia Lima conclui que tanto as empresas quanto os profissionais devem investir no desenvolvimento da resiliência. “Ambientes de trabalho mais acolhedores, programas de suporte emocional e práticas saudáveis são essenciais. É possível equilibrar produtividade e bem-estar, garantindo uma carreira mais satisfatória e saudável”, finaliza. 

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