A situação se agravou com a tentativa da farmacêutica de expandir o uso da marca "Anitta" para o segmento de cosméticos
A cantora Anitta entrou em uma disputa judicial para impedir a associação de seu nome artístico a produtos que não estejam ligados à sua imagem. A polêmica envolve principalmente o medicamento antiparasitário chamado Annita, registrado por uma farmacêutica em 2004, antes da artista despontar na carreira musical.
De acordo com o jornal O Dia, a informação foi confirmada pelo escritório jurídico da cantora, que tenta, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), desvincular sua identidade do remédio. A disputa, iniciada em 2023, também inclui uma ação para proteger o uso exclusivo da marca "Anitta" em outras categorias.
Além da farmacêutica, uma fabricante de gim também entrou no radar da artista após conseguir registrar a marca “Anitta”. Em resposta, a cantora moveu uma ação para cancelar o registro e assegurar a exclusividade de seu nome em produtos comerciais.
A situação se agravou com a tentativa da farmacêutica de expandir o uso da marca "Anitta" para o segmento de cosméticos. Anitta, que já havia solicitado o registro de seu nome nessa categoria, se opôs firmemente à iniciativa para evitar que sabonetes e cremes levassem sua assinatura sem autorização.
Fontes próximas à cantora afirmam que Anitta considera essencial proteger sua marca pessoal, construída desde 2010, especialmente diante da possibilidade de seu nome ser associado a produtos que ela não endossa ou comercializa.
O embate acontece nos bastidores do INPI e promete se arrastar por mais algum tempo, visto que a farmacêutica já detém registros anteriores e busca expandi-los. Anitta, por sua vez, permanece determinada a impedir qualquer uso comercial não autorizado de sua identidade artística.
A disputa, segundo especialistas, pode ter repercussões importantes no mercado de marcas registradas no Brasil, especialmente no que se refere ao uso de nomes artísticos em diferentes segmentos comerciais.