Economia

Aneel reduz tarifa e consumidores terão energia mais barata em dezembro no país

Bandeira tarifária muda de vermelha para amarela após melhora nas condições hídricas

29 de Novembro de 2025
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na última sexta-feira (28), que a bandeira tarifária para o mês de dezembro passará da vermelha patamar 1, aplicada em novembro, para a bandeira amarela. A mudança representa uma redução imediata no custo da energia elétrica para consumidores de todo o país, refletindo condições de geração consideradas levemente mais favoráveis.

Com a alteração, os consumidores deixam de pagar R$ 4,46 a mais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e passam a pagar um adicional menor, de R$ 1,885. A diferença representa um alívio para famílias e empresas, especialmente após dois meses consecutivos de tarifa vermelha, que encareceu as contas de luz em outubro e novembro.

Segundo a Aneel, a mudança para a bandeira amarela está diretamente relacionada ao início do período chuvoso no Brasil. As previsões indicam que o volume de chuvas em dezembro deve superar o registrado em novembro na maior parte do país, contribuindo para uma melhora moderada nas condições de geração hidrelétrica.

A agência destacou, porém, que mesmo com o aumento das chuvas, os índices permanecem abaixo da média histórica para dezembro. Por esse motivo, o acionamento de usinas termelétricas continuará sendo necessário para garantir o atendimento pleno à demanda energética nacional, o que impede a adoção da bandeira verde no momento.

Em nota, a Aneel também explicou que a geração solar, embora crescente no país, ainda é intermitente e incapaz de atender continuamente a demanda, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo. Esse cenário reforça a necessidade de manter algum nível de cobrança adicional para equilibrar o sistema elétrico.

A redução anunciada ocorre após um período de tarifas mais altas. Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha no patamar 2, a mais cara do sistema, que adicionou R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. A sequência de bandeiras mais onerosas vinha pressionando o orçamento dos consumidores.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). O modelo utiliza cores para indicar o nível de custo da geração, variando entre verde, amarela e vermelha, com dois patamares nessa última.

Quando a bandeira verde é aplicada, não há cobranças adicionais na conta de luz. Já nas bandeiras amarela e vermelha, são inseridos acréscimos por cada 100 kWh consumidos, conforme o custo de operação do sistema. A mudança para a bandeira amarela, portanto, representa um alívio financeiro temporário, enquanto o Brasil segue monitorando as condições climáticas e a geração de energia nos próximos meses.

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