A jornalista destacou que, quando uma mulher exige vaga no SUS para uma boneca, é ela quem precisa de tratamento
A jornalista Ana Paula Padrão provocou debates nas redes sociais após publicar um vídeo no Instagram em que faz duras críticas à popularidade crescente dos bebês reborn. Com mais de 1,4 milhão de seguidores, Ana Paula compartilhou sua opinião sobre o fenômeno que envolve mulheres adultas tratando bonecas como se fossem filhos de verdade.
Na gravação, a ex-apresentadora do “MasterChef Brasil” relatou que nunca tinha ouvido falar do assunto e que o tema lhe foi apresentado como uma possível tendência para o futuro das mulheres. Surpresa com a ideia, a jornalista ironizou: “Eu não tô nem aí se uma mulher adulta quer brincar de boneca, a não ser que ela exija uma vaga do SUS pra essa boneca”.
Para Ana Paula, comportamentos como esse não representam as mulheres de forma geral. “Nós não somos estúpidas a esse ponto, nem infantis a esse ponto”, declarou. Ela destacou ainda o tamanho do mercado de bebês reborn, com projeção global de faturamento de até 1,8 bilhão de dólares neste ano.
Apesar dos números expressivos, Ana Paula argumentou que o setor representa um nicho específico, semelhante ao de cosméticos veganos. Em tom crítico, ela questionou: “A quem interessa nos representar como um bando de idiotas infantilizadas que agora só se interessa pela fantasia de recém-nascidos de plástico?”.
A jornalista também classificou a febre dos bebês reborn como uma “bizarrice” e demonstrou preocupação com o impacto que esse comportamento pode ter na imagem da mulher na sociedade. Para ela, a popularização de atitudes como essas reforça estereótipos negativos.
Ao fim do vídeo, Ana Paula fez um apelo por reflexão. Ela afirmou que há um esforço para transformar mulheres em seres frágeis e dependentes, usando movimentos como esse para perpetuar visões ultrapassadas. “A quem interessa nos rotular de infantis, perturbadas mentais, incapazes?”, questionou.
A repercussão do vídeo foi ampla, com milhares de interações nas redes sociais. Enquanto alguns internautas concordaram com o ponto de vista da jornalista, outros defenderam o direito das pessoas de se expressarem livremente, mesmo através de hábitos considerados inusitados.