Meio Ambiente

ANA aponta recuo da seca no Norte e Centro-Oeste e avanço nas demais regiões

Monitor de Secas mostra agravamento da estiagem no Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.

29 de Abril de 2025
Foto: REUTERS / Claudia Morales

O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) revelou que, entre fevereiro e março de 2025, a seca apresentou comportamento distinto nas regiões do Brasil. Enquanto o fenômeno perdeu força no Norte e Centro-Oeste, se intensificou no Nordeste, Sudeste e Sul do país, com aumento de área afetada e agravamento dos níveis de estiagem. 

Na Região Norte, a melhora foi atribuída às chuvas acima da média. Destaque para a redução da estiagem no centro do Amazonas e da seca fraca no Acre e em Rondônia. O Amapá e o Pará permaneceram livres do fenômeno nesse período. 

No Centro-Oeste, apesar do avanço da seca moderada em Goiás e no leste de Mato Grosso, provocado por anomalias negativas de precipitação, houve recuo da seca fraca no oeste mato-grossense e no noroeste goiano. 

A situação se agravou no Nordeste, com piora dos indicadores e expansão da seca moderada na Bahia e em Pernambuco. O fenômeno se intensificou, passando de moderado a grave no sudeste do Piauí, sul de Pernambuco, oeste de Alagoas e Sergipe, além do sudoeste e nordeste baiano. Por outro lado, houve recuo da estiagem fraca no centro do Ceará e no norte do Maranhão, graças às chuvas acima da média. 

No Sudeste, a seca moderada avançou em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, resultado da queda nas chuvas e piora nos indicadores climáticos. 

O Sul foi a região mais afetada, com avanço da seca moderada no Rio Grande do Sul, da seca fraca em áreas de Santa Catarina e Paraná, e agravamento do fenômeno em várias localidades: de fraca para grave no nordeste do RS e Região Serrana de SC, e de fraca para moderada no oeste catarinense e sudoeste paranaense. 

“Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Sudeste teve a condição mais branda do fenômeno em março, enquanto o Sul teve a situação mais severa, com 22% da sua área com estiagem grave. Entre fevereiro e março, no Centro-Oeste e no Norte o fenômeno se abrandou, enquanto no Nordeste, Sudeste e Sul a seca se intensificou nesse período”, informou a ANA. 

No recorte por estados, Bahia, Paraná e Santa Catarina registraram aumento da área com seca. Acre, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins tiveram redução. Em 11 estados e no Distrito Federal, a situação se manteve estável: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. O Amapá seguiu sem seca e o Pará ficou livre do fenômeno em março. 

 

Com informações da Agência Brasil.

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