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Amazonense é presa no Japão com cocaína no sutiã após passar mal

Família havia registrado desaparecimento no Brasil antes da confirmação da prisão em Osaka.

05 de Setembro de 2025
Foto: Redes Sociais

A jovem Aylah Gabrielly de Sousa Oliveira, de 19 anos, natural do Amazonas, foi presa por tráfico de drogas na província de Osaka, no Japão. Segundo informações de uma emissora japonesa, ela transportava cocaína líquida escondida em embalagens plásticas dentro do sutiã. A droga foi descoberta após Aylah relatar que estava passando mal e ser encaminhada para atendimento médico em um hospital.

A prisão ocorreu há cerca de três semanas, quando a jovem foi abordada por agentes da alfândega no aeroporto. A mala dela chegou a ser inspecionada, mas nada foi encontrado. No entanto, um teste de rotina apontou vestígios de cocaína, levantando a suspeita de que a droga estivesse oculta em outro local.

Durante a revista pessoal, uma agente notou um volume incomum no sutiã da amazonense. Questionada, Aylah afirmou que se tratava apenas de enchimento estético. Minutos depois, ela disse estar se sentindo mal devido ao calor e foi levada a um hospital, onde os agentes realizaram nova inspeção e localizaram a substância ilícita.

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Nagoia. De acordo com a pasta, a jovem recebeu atendimento hospitalar e encontra-se em bom estado de saúde, ainda que detida em uma delegacia japonesa.

Antes da confirmação da prisão, Aylah havia sido dada como desaparecida pela família. Ela foi vista pela última vez no dia 19 de agosto, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O caso chegou a ser registrado como desaparecimento em um Boletim de Ocorrência.

A confirmação do paradeiro foi feita apenas na noite de terça-feira (2), quando o advogado da jovem entrou em contato com os familiares e relatou a detenção. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a família informou que Aylah estava presa em Osaka por tentativa de entrada no país com substâncias ilícitas.

A mãe da jovem também se manifestou publicamente e publicou uma foto nas redes sociais. Na legenda, escreveu: “O pesadelo do desaparecimento passou”, em referência ao alívio de, ao menos, ter notícias concretas sobre a filha.

O Boletim de Ocorrência havia sido registrado inicialmente em Marabá (PA) por uma tia de Aylah. Posteriormente, o caso foi encaminhado à Polícia Civil do Amazonas, já que a jovem é natural do estado. No entanto, a corporação esclareceu que a investigação ficou sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo, último local onde a jovem foi vista antes da viagem.

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