Amazonas

Amazonas tem 5ª tarifa mais cara e sofre com apagões e furtos de energia elétrica

O último blecaute ocorreu na quarta-feira (02), por volta das 22h, afetando alguns municípios do estado do Amazonas

04 de Abril de 2025
Foto: Divulgação

O Amazonas enfrenta uma crise no setor elétrico, com três apagões em menos de um mês e a 5ª tarifa de energia mais cara do Brasil, fixada em R$ 0,857/kWh, segundo o ranking de 2024 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O último blecaute ocorreu na quarta-feira (02), por volta das 22h, afetando municípios como Itacoatiara, Parintins, Presidente Figueiredo, Iranduba e Manacapuru.

A revisão tarifária mais recente da Amazonas Energia foi realizada em maio de 2024, com um aumento de 2,89%. Em 2023, as tarifas já haviam subido até 13,4%, impulsionadas pelos altos índices de furtos de energia, conhecidos como “gatos”. O estado do Amazonas é um dos mais afetados por essas irregularidades no país.

Os furtos e fraudes representam 32,8% do total de perdas na medição de energia no Brasil, afetando principalmente os consumidores do Rio de Janeiro, por meio da Light, e do Amazonas, com a Amazonas Energia. Essas chamadas “perdas não técnicas” são repassadas parcialmente às tarifas dos consumidores regulares.

A Aneel considera essas perdas evitáveis e não relacionadas ao sistema elétrico, mas sim a fraudes e falhas na medição. A revisão tarifária inclui esses custos, e a distribuidora pode ser penalizada ou beneficiada conforme sua eficiência na gestão das perdas. Caso não consiga reduzir os prejuízos, arca com parte da diferença.

A Amazonas Energia já teve sua incapacidade financeira reconhecida pela Aneel, que, em novembro de 2023, recomendou a extinção de seu contrato de concessão. A distribuidora enfrenta dificuldades operacionais e críticas pela má qualidade do serviço prestado à população.

Em junho, o governo federal publicou uma medida provisória para permitir a troca de controle da Amazonas Energia. O Consórcio Oliveira Energia, atual gestor da distribuidora, pode ser substituído pela Âmbar Energia, do grupo J&F, que formalizou sua intenção de compra em 12 de junho.

Diante dos sucessivos apagões e das altas tarifas, os consumidores amazonenses seguem pagando um dos preços mais altos pela energia no Brasil, enquanto aguardam definições sobre a futura administração da concessionária.

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