Amazonas

Amazonas perderá R$ 1,1 bilhão com tarifaço dos EUA, aponta CNI

Estado é o sexto mais afetado por medida anunciada pelo governo Trump

31 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

O Amazonas será o sexto estado mais afetado do Brasil pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump. De acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado na última terça-feira (29), o impacto previsto nas exportações amazonenses é de R$ 1,145 bilhão.

A medida faz parte do tarifaço anunciado pelos EUA, que entrará em vigor no dia 1º de agosto. A ação deve afetar duramente a economia de pelo menos seis estados brasileiros, segundo a entidade, com perdas totais que podem ultrapassar os R$ 19 bilhões em todo o país.

No caso do Amazonas, o prejuízo está diretamente ligado à exportação de bens produzidos no Polo Industrial de Manaus. O estado figura ao lado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais entre os mais atingidos. No Norte, o Pará também sofrerá perdas bilionárias.

Segundo a CNI, São Paulo terá o maior prejuízo absoluto, estimado em R$ 4,4 bilhões, com uma retração de 0,13% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Já os estados do Sul e Sudeste acumulam as maiores perdas devido ao volume e à diversidade de suas exportações.

A análise destaca que o impacto das tarifas varia de acordo com dois fatores principais: o tamanho da economia de cada estado e o peso das exportações destinadas ao mercado norte-americano. Estados como Ceará, Espírito Santo e Paraíba, embora altamente dependentes dos EUA, com até 44,9% de suas exportações voltadas para lá, sofrerão perdas menores em valores absolutos.

No Centro-Oeste, os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul terão perdas somadas superiores a R$ 1,9 bilhão. No Nordeste, a Bahia e Pernambuco devem registrar prejuízos de R$ 404 milhões e R$ 377 milhões, respectivamente.

Os setores mais atingidos pelas tarifas adicionais de 50% são os de produtos industrializados, que representam 78,2% das exportações brasileiras para os EUA. Itens como café torrado, carnes congeladas, açúcar, soja e produtos da siderurgia estão na lista dos mais prejudicados.

“Os impactos são muito preocupantes”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI. Ele destaca que a medida prejudica setores estratégicos da economia nacional e compromete a competitividade do Brasil no comércio internacional, especialmente em momentos de recuperação econômica.

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