Estado concentra 100 dos 441 resgates realizados no 1º semestre, segundo a CPT
O Amazonas lidera o ranking de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão no primeiro semestre de 2024, de acordo com um relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) por meio do Centro de Documentação Dom Tomás Balduíno (Cedoc).
Dos 441 trabalhadores resgatados em todo o Brasil nesse período, 100 estavam no Amazonas, sendo encontrados principalmente em áreas de desmatamento e garimpo. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 77 resgates, seguido pelo Espírito Santo, com 71.
O relatório detalha as atividades com maior concentração de trabalhadores em situações análogas à escravidão. As lavouras permanentes lideram, com 209 pessoas resgatadas, seguidas pelo desmatamento (75), mineração (70), produção de carvão vegetal (44) e pecuária (39).
A CPT destacou que os números divulgados ainda são parciais e refletem apenas os casos consolidados após validação pelos órgãos de fiscalização.
Os dados do primeiro semestre de 2024 indicam uma redução significativa no número total de trabalhadores resgatados em comparação aos anos anteriores. Até agora, 441 pessoas foram resgatadas, contra mais de 1.300 em 2023 e 984 em 2022.
Apesar da queda nos números gerais, o Amazonas chama atenção por liderar os resgates neste ano, enquanto Minas Gerais, que também registrou números expressivos, concentrou 20 dos 59 casos de trabalho escravo rural registrados em todo o país no mesmo período.
A CPT reforça a importância de ações coordenadas para combater o trabalho análogo à escravidão e garantir condições dignas para trabalhadores em todo o Brasil.