Unidades ficam na área de influência da BR-319 e somam cerca de 669 mil hectares no estado.
O Governo Federal assinou nesta terça-feira (8), em Brasília, os decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas. As novas unidades ficam na área de influência da BR-319, no Sul do estado, e somam cerca de 669 mil hectares. A medida busca proteger a biodiversidade e garantir o uso sustentável dos recursos naturais por comunidades tradicionais e agroextrativistas da região.
Foram criadas a RDS Tupana Igapó-Açu I, em Borba, com 114.076 hectares; a RDS Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá, com 422.100 hectares; a RDS Canaã, em Careiro e Autazes, com 109.607 hectares; e a RDS Mirari, em Humaitá, com 22.775 hectares. A categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável permite a permanência das populações tradicionais e o uso dos recursos naturais de forma controlada e sustentável.
Durante a mesma cerimônia, também foram assinados contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá. Os contratos têm duração de 40 anos e abrangem 162,7 mil hectares. A previsão é de R$ 240 milhões em investimentos e produção legal de 2,54 milhões de metros cúbicos de madeira ao longo de 30 anos.
As concessões também preveem a geração de 339 empregos diretos e 678 indiretos, além de recursos para projetos socioambientais nas comunidades do entorno. Com os novos contratos, as três unidades de manejo da Flona de Humaitá passam a estar concedidas, totalizando 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ainda R$ 235,8 milhões para projetos de conservação, restauração ecológica e gestão territorial na Amazônia. Desse valor, R$ 180 milhões do Fundo Clima serão destinados à restauração de mais de 10 mil hectares na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará.
Outros R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia irão para o projeto Naturezas Quilombolas, voltado à gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal. Também foram anunciados R$ 5,3 milhões da iniciativa Floresta Viva para três projetos de restauração e fortalecimento na Bacia do Rio Xingu, em Mato Grosso.
A cerimônia marcou ainda o início da ativação dos seis primeiros Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, ligados ao programa Prospera Sociobio. O investimento total será de R$ 70,2 milhões, com recursos do governo da Alemanha. Um dos núcleos será implantado no território Juruá-Tefé, no Amazonas, enquanto os demais ficarão no Pará, Acre e Amapá.
Os projetos dos núcleos devem ser executados ao longo de 48 meses. A criação das novas reservas e os investimentos anunciados ampliam as ações de conservação e manejo sustentável na Amazônia, com foco na proteção ambiental e no fortalecimento das comunidades que vivem nesses territórios.