Estudo nacional destaca deficiências em vias, fiscalização e educação no trânsito.
O Amazonas foi apontado como o estado menos seguro do Brasil para dirigir, segundo o levantamento divulgado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). A pesquisa avaliou os 26 estados e o Distrito Federal com base em indicadores de segurança viária.
O estudo, chamado Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança (IRIS), analisou fatores como qualidade das vias, educação no trânsito, fiscalização, atendimento às vítimas, promoção da saúde e normatização. O Amazonas obteve os piores índices em praticamente todos os critérios avaliados.
No ranking nacional, o Distrito Federal aparece como o mais seguro, com quatro pontos de cinco possíveis, seguido pelo Rio Grande do Sul e outros estados do Sul e Centro-Oeste. Outros estados da Região Norte, como Pará, Roraima e Amapá, também estão entre os piores.
Em relação aos sete pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), o Amazonas teve desempenho crítico:
1° Gestão da Segurança no Trânsito: nota 0;
2° Vias Seguras: 0,6;
3° Segurança Veicular: baixo desempenho;
4° Educação para o Trânsito: nota 0;
5° Vigilância e Atendimento às Vítimas: 1,1;
6° Normatização e Fiscalização: 0;
7° Indicadores de Mortalidade: uma das piores posições do país.
O estudo destaca que a baixa qualidade das vias, a falta de fiscalização, a ausência de campanhas educativas e a infraestrutura limitada contribuem diretamente para a insegurança dos motoristas no Amazonas.
Especialistas do ONSV apontam que o contraste entre Norte, Sul e Centro-Oeste evidencia desigualdades regionais históricas, com fragilidades em planejamento urbano, atendimento às vítimas e gestão do trânsito em estados da Região Norte.
Para o Observatório, os dados servem como instrumento de gestão: “O objetivo é transformar os números apresentados pelas unidades da Federação em informações mínimas para melhorar a segurança viária em cada estado”, afirmou a instituição.
O levantamento reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, fiscalização e educação no trânsito no Amazonas, como forma de reduzir acidentes, mortes e ferimentos em rodovias e vias urbanas, alinhando o estado a padrões mais seguros observados em outras regiões do país.