Quinta-Feira, (29 de Outubro de 2026)
Economia

Aluguéis podem subir: IGP-M avança 5,24% em 12 meses

Índice utilizado no reajuste de contratos de aluguel registrou alta de 1,47% em outubro, segundo a Fundação Getulio Vargas; aumento pode pesar no orçamento das famílias.

Por: Portal Amz em Pauta
29 de Outubro de 2026
Foto: O Globo/Fotografia de arquivo de 2017

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, registrou alta de 1,47% em outubro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo dos 1,57% registrados em setembro e da prévia de 1,59% apresentada na semana passada. Com isso, o indicador acumula valorização de 4,97% no ano e de 5,24% nos últimos 12 meses, percentual que poderá ser utilizado no reajuste de contratos de locação com aniversário em novembro.

Apesar da desaceleração em relação ao mês anterior, o resultado mantém a pressão sobre os valores dos aluguéis. O IGP-M é uma das principais referências para atualizar contratos imobiliários no Brasil e considera a variação de preços em diferentes etapas da economia, desde matérias-primas e produtos no atacado até bens e serviços consumidos pela população.

O indicador voltou a apresentar variações positivas mais expressivas após um período de três meses consecutivos de queda. Em junho, o índice havia recuado 0,50%, seguido de retrações de 1,16% em julho e 0,22% em agosto. Em setembro, a alta de 1,57% interrompeu a sequência negativa, enquanto outubro apresentou um avanço menor.

Segundo a FGV, a desaceleração de outubro foi influenciada principalmente pelo comportamento dos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa a maior parcela do IGP-M, subiu 1,93%, abaixo dos 2,08% de setembro. Produtos agropecuários como milho, soja, tomate e batata-inglesa contribuíram para a redução do ritmo de aumento dos preços.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,45%, também inferior aos 0,50% do mês anterior. A redução das tarifas de energia elétrica residencial ajudou a conter o avanço do indicador. Por outro lado, os alimentos apresentaram maior pressão, especialmente hortaliças e legumes, que registraram elevação de 10,6% no período.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), outro componente do IGP-M, apresentou variação de 0,35% em outubro, acima dos 0,25% de setembro. O resultado reflete aumentos nos custos de materiais, equipamentos e serviços utilizados na construção civil.

Para os inquilinos, o impacto dependerá das condições estabelecidas em cada contrato. Considerando a variação acumulada de 5,24% em 12 meses, um aluguel mensal de R$ 1.000 poderá passar para R$ 1.052,40, representando um aumento de R$ 52,40. Já um contrato de R$ 2.000 poderá alcançar R$ 2.104,80, caso o reajuste integral seja aplicado.

É importante destacar que o aumento não ocorre automaticamente em todos os imóveis alugados. A atualização depende da data de aniversário do contrato, do índice previsto no documento e de eventuais negociações entre proprietários e inquilinos. Contratos vinculados a outros indicadores, como o IPCA, seguem regras diferentes.

 

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