Síndrome alfa-gal provoca sintomas que vão de coceira a choque anafilático e pode durar anos.
Comer um bife ou um pedaço de carne suína pode ser algo perigoso para quem sofre da síndrome alfa-gal, uma alergia rara capaz de provocar desde coceira intensa e inchaço até crises graves que exigem atendimento médico imediato.
A reação não surge de um dia para o outro. Ela é desencadeada pela picada de um carrapato, que insere no organismo humano grandes quantidades de uma molécula de açúcar chamada alfa-gal — encontrada naturalmente em carnes vermelhas e derivados lácteos, mas que não é produzida pelo corpo humano.
O contato com o parasita geralmente acontece de um a três meses antes do início dos sintomas. Nesse período, o sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra a molécula, fazendo com que, ao consumir carne vermelha ou laticínios, a pessoa desenvolva uma reação alérgica.
Os sintomas variam de urticária, inchaço, náusea e dor abdominal a choque anafilático, condição potencialmente fatal. Segundo especialistas, a única forma eficaz de tratamento é evitar o consumo de alimentos que contenham alfa-gal por alguns anos, até que a sensibilidade diminua.
Embora ainda pouco conhecida, a síndrome alfa-gal tem sido registrada com mais frequência em regiões onde há maior presença do carrapato transmissor, reforçando a importância de prevenção e diagnóstico rápido.