A ascensão de Ai-Da simboliza um novo capítulo na relação entre humanos e máquinas.
Criada em 2019 por uma equipe de especialistas em inteligência artificial das universidades de Oxford e Birmingham, a robô Ai-Da vem se destacando como uma das figuras mais intrigantes do mundo da arte contemporânea. O projeto foi liderado por Aidan Meller, curador e especialista em arte moderna, com o objetivo de explorar os limites entre criatividade humana e inteligência artificial. As informações são do portal Tech Explore.
Inspirada no nome de Ada Lovelace, pioneira da programação de computadores no século XIX, Ai-Da é considerada o primeiro robô artista ultrarrealista do mundo. Com câmeras instaladas nos olhos, algoritmos sofisticados de IA e um braço robótico multifuncional, ela é capaz de desenhar, pintar, compor poemas e criar performances artísticas.
Visualmente, Ai-Da equilibra o familiar e o futurista: seu rosto é expressivo e realista, com olhos e cabelos castanhos, enquanto seus braços mantêm partes de metal exposto, podendo ser trocados conforme o tipo de arte praticada.
Em seu site oficial, Ai-Da é descrita como artista performática, designer e poetisa, cuja atuação desperta o interesse do público por sua combinação única de arte, tecnologia e transumanismo. Mais do que produzir obras, Ai-Da provoca debates sobre o papel da inteligência artificial na sociedade, questionando o que realmente define um artista e até onde a tecnologia pode — ou deve — ir.
Além de expor em galerias e museus internacionais, Ai-Da também participou de eventos acadêmicos e culturais, onde levanta reflexões sobre criatividade, autoria e os possíveis usos (e abusos) da IA no campo artístico.