Nova unidade amplia a integração da região às soluções globais de desenvolvimento sustentável
Lorë Kotínski gestora do Núcleo Manaus da Abraps
A Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (Abraps) inaugurou, na última terça-feira (16), o Núcleo Manaus, um passo decisivo para fortalecer a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) e integrar a Amazônia às soluções globais de sustentabilidade. A nova unidade tem como principal meta unir forças em prol de uma economia mais justa, regenerativa e inclusiva, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Com 14 anos de atuação, a Abraps é uma associação sem fins lucrativos que reúne mais de 2 mil profissionais em todo o Brasil. A chegada a Manaus marca um momento estratégico, considerando o papel essencial da região amazônica para o equilíbrio climático e o futuro das próximas gerações.
O Núcleo Manaus é liderado por três referências em ESG no Amazonas: Lorë Kotínski, pesquisadora e consultora dedicada a tornar o tema mais acessível; Régia Moreira Leite, empresária e defensora da Amazônia como potência econômica sustentável; e Jonivaldo Miranda, gestor com experiência em diversidade e cultura organizacional. Juntos, eles pretendem articular soluções que valorizem saberes locais, transformem comunidades e abram novas oportunidades de desenvolvimento.
Segundo Marcus Nakagawa, presidente nacional da Abraps, a iniciativa nasce com senso de urgência. “Fazer ESG na Amazônia é urgente. E é possível. Precisamos valorizar os saberes locais, ouvir quem vive o território e construir pontes reais entre tradição, inovação e futuro”, ressaltou. A proposta é estimular trocas de experiências, capacitar profissionais e desenvolver projetos que conectem empresas, universidades, lideranças comunitárias e governos.
Para Jonivaldo Miranda, a criação do núcleo é um marco de proteção e direcionamento. “É um núcleo muito importante para quem trabalha com a sustentabilidade. É um olhar para que a gente possa nos proteger dessas ações. Toda associação tem isso como pilar, de apontar tendências, de apontar caminhos. Então, acredito que é um marco muito importante para Manaus e para a região, especialmente neste ano de COP30, quando podemos apresentar ações concretas e cases voltados para o social, o ambiental e a governança”, afirmou.
Instituto Soka faz parceria com a Abraps em Núcleo inaugurado em Manaus (Foto: Nelson Neto / Amz em Pauta)
Régia Moreira Leite destacou que a presença da Abraps na Amazônia reforça um compromisso diário. “Estar com a Abraps, trazer a Abraps para Manaus, é somar às ações que já fazemos aqui na região. Sustentabilidade todos os dias a gente aprende. Então, é um aprendizado constante falar, viver e levar sustentabilidade para nossas comunidades, ribeirinhos e povos originários”, ressaltou.
Já Lorë Kotínski destacou o papel da associação no desenvolvimento de carreiras. “O papel da Abraps é desenvolver os profissionais, apoiar para que troquem ideias, inovações e ampliem o networking. Também buscamos conectar esses profissionais com CEOs de empresas que já praticam ESG ou que desejam praticar. O objetivo é elevar o nível das práticas, tornando-as reais e consistentes, a partir da Amazônia”, observou.
O conceito ESG, sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança, avalia a atuação de empresas e instituições nesses três pilares fundamentais. A prática garante responsabilidade ambiental, relações sociais justas e governança ética, tornando as organizações mais sustentáveis e responsáveis.
A presença da Abraps em Manaus acontece em um momento em que a Amazônia se torna cada vez mais central nas discussões sobre mudanças climáticas e economia verde. A proposta é transformar a capital amazonense em um polo de referência nacional e internacional em soluções ambientais e sociais, conectando saberes tradicionais e inovação.
Com o Núcleo Manaus, a Abraps amplia sua capacidade de mobilizar profissionais e comunidades em torno de metas de desenvolvimento sustentável. A iniciativa consolida a associação como uma força propulsora de mudanças que unem a preservação da floresta, a valorização da cultura local e a geração de novas oportunidades econômicas, reforçando o protagonismo da Amazônia no cenário global.