Levantamento Global 2000 aponta queda de 87% das instituições do país, principalmente por desempenho mais baixo em pesquisa.
Das 52 universidades brasileiras presentes no ranking Global 2000 de 2026, 45 perderam posições na lista das melhores instituições de ensino superior do mundo. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais.
A queda atingiu 87% das universidades brasileiras avaliadas. Segundo o levantamento, o principal fator para o recuo foi o desempenho mais baixo em pesquisa, além do aumento da competição internacional com instituições de outros países que recebem maior volume de investimentos.
A Universidade de São Paulo segue como a melhor colocada do Brasil, mas também perdeu uma posição no ranking global. A USP aparece agora em 119º lugar, após registrar queda nos indicadores de educação, corpo docente e pesquisa.
No recorte nacional, apenas cinco universidades brasileiras subiram de posição, enquanto duas mantiveram o mesmo posto. Já no indicador específico de pesquisa, 44 instituições do país tiveram queda.
No cenário internacional, a Universidade Harvard manteve a liderança pelo 15º ano consecutivo. Em seguida aparecem o Instituto de Tecnologia de Massachusetts e a Universidade Stanford. Apesar do domínio no topo da lista, os Estados Unidos também registraram perdas, com 252 instituições caindo de posição.
A China foi o principal destaque positivo da edição de 2026. Impulsionado por investimentos contínuos no ensino superior, o país teve avanço em cerca de 98% das universidades avaliadas. A Universidade Tsinghua foi a melhor colocada chinesa, na 36ª posição.
Com 360 instituições no ranking, a China passou a ser o país mais representado no Global 2000, superando os Estados Unidos, que aparecem com 313 universidades. Na Europa, o levantamento aponta quedas em países como Reino Unido, França e Alemanha, em meio à maior concorrência global.
O ranking do CWUR utiliza quatro indicadores principais para avaliar as instituições: educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa. O critério de pesquisa tem o maior peso, representando 40% da pontuação final.
Segundo a metodologia, o indicador de educação leva em conta o desempenho acadêmico de ex-alunos, enquanto a empregabilidade considera a presença de egressos em grandes empresas. O corpo docente é medido por distinções acadêmicas de alto nível, e a pesquisa considera produção científica, publicações em revistas de elite, influência e citações.
O resultado reforça o desafio das universidades brasileiras em ampliar investimentos, fortalecer a produção científica e melhorar a competitividade internacional no ensino superior.