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Rússia lança 728 drones contra Ucrânia após promessa de Trump

Ataque considerado o maior da guerra em Lutsk ocorreu após fala do presidente dos EUA.

09 de Julho de 2025
Foto: REUTERS / Gleb Garanich

A Rússia atacou a Ucrânia com um recorde de 728 drones durante a noite, logo após o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, prometer enviar mais armas defensivas para Kiev e fazer uma crítica direta ao presidente russo, Vladimir Putin.

As unidades de defesa aérea ucranianas destruíram quase todos os drones, inclusive por meio de sistemas de interferência eletrônica, informou a Força Aérea da Ucrânia no aplicativo Telegram.

O bombardeio, que ocorre após uma série de ataques aéreos crescentes contra a Ucrânia nas últimas semanas, mostrou a necessidade de sanções "mordazes" sobre as fontes de renda que a Rússia usa para financiar a guerra, incluindo aqueles que compram petróleo russo, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também pelo Telegram.

"Putin nos joga um monte de besteiras. Ele é muito simpático o tempo todo, mas acaba não fazendo sentido", disse Trump durante uma reunião de gabinete. Quando perguntado por um repórter sobre que medidas tomaria contra o líder russo, respondeu: "Eu não diria a você. Queremos ter uma pequena surpresa."

Trump afirmou, na terça-feira (8), que está considerando apoiar um projeto de lei no Senado que impõe sanções severas à Rússia, incluindo tarifas de 500% sobre países que compram petróleo, gás, urânio e outras exportações russas.

Separadamente, a Europa trabalha em um novo pacote de sanções contra Moscou.

Trump, que voltou à presidência dos EUA este ano prometendo um fim rápido para a guerra, mudou a retórica americana, passando de apoio firme à Ucrânia para aceitar algumas das justificativas de Moscou para a invasão lançada em 2022.

Apesar disso, a promessa de Trump de fornecer mais armas defensivas reverteu uma decisão anterior do Pentágono de suspender alguns suprimentos críticos de munição. Com isso, Zelensky afirmou ter ordenado expansão nos contatos com os EUA para garantir entregas vitais, especialmente de defesa aérea.

As rodadas iniciais de negociações entre os dois países seguem sem avanços. Moscou ainda não aceitou o cessar-fogo incondicional proposto por Trump e aceito por Kiev.

O enviado de Trump para a Ucrânia, Keith Kellogg, deve chegar a Roma nesta quarta-feira (9) para participar de uma conferência internacional de ajuda à Ucrânia nos dias 10 e 11 de julho, com presença de Zelensky e aliados europeus.

Lutsk e a ameaça à Polônia

Parte do ataque russo teve como alvo a cidade de Lutsk, no noroeste da Ucrânia, próxima à fronteira com a Polônia, país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo Zelensky, Lutsk foi o principal alvo da ofensiva, que também afetou outras dez províncias ucranianas.

Aeronaves polonesas e aliadas foram ativadas para garantir a segurança aérea, informou o Comando Operacional das Forças Armadas da Polônia.

Prédios foram danificados, mas não há registro de mortes ou feridos, segundo autoridades regionais. O ataque foi considerado o maior da guerra já registrado em Lutsk, cidade com cerca de 200 mil habitantes.

Durante a noite, moradores de Kiev e de outras grandes cidades ucranianas permaneceram em abrigos antiaéreos, incluindo estações de metrô, temendo novos bombardeios.

 

 

Com informações da Reuters.

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