Cultura

Projeto "Aglomeração Literária" leva oficinas de poesia e contação de histórias ao interior do AM

Iniciativa percorre cinco municípios, promovendo expressão artística e valorização cultural amazônica.

09 de Agosto de 2025
Foto: Divulgação / Assessoria

Cinco municípios do Amazonas, Manaus, Iranduba, Novo Airão, Rio Preto da Eva e Coari, recebem, entre julho e setembro, as oficinas do projeto Aglomeração Literária: Palavrartes em Move-Mente, idealizado pela atriz, arte-educadora e pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Jackeline Monteiro, em parceria com o grupo de arte e cultura Allegriah e apoio de diversas instituições culturais e acadêmicas.

A proposta é fortalecer a expressão artística e a escuta sensível, valorizando narrativas autobiográficas e coletivas no contexto amazônico. As oficinas de contação de histórias e criação de poemas tratam a literatura como invenção territorial, social e cultural, explorando seu potencial para transformar histórias e reescrever futuros por meio de trocas afetivas e espaços de acolhimento.

Cerca de 18 artistas, entre escritores, atores, músicos, pedagogos e produtores culturais, participam diretamente da execução do projeto. As primeiras atividades foram realizadas no Lar Terapêutico Ágape, em Iranduba, e no Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ), em Rio Preto da Eva, com atuação de arte-educadores como Vitor Lima, Deihvisom Caelum, Jackeline Monteiro e Stivisson Menezes, além de participações especiais do poeta Ernan Passos, da atriz Neuriza Figueira e da escritora Aritana Tibira.

Inspiradas em autores como Conceição Evaristo e Ailton Krenak, as oficinas incorporam também o formato de poesia slam, utilizando a voz e o corpo como instrumentos de expressão e resistência. Para Jackeline Monteiro, “contar histórias é mais que narrar, é en-cantar; criar poemas é semear memórias no corpo do tempo”.

A música também integra o processo criativo, com o percussionista e pesquisador Stivisson Menezes conduzindo atividades de “corpo-sonoridade” a partir das narrativas literárias. O projeto ainda conta com apoio da Escola de Egressos da UEA, que contribui para a formação de monitores aprendizes e agentes multiplicadores.

Após passar por Iranduba, Rio Preto da Eva e Manaus, o Aglomeração Literária segue em agosto para Novo Airão, com oficinas na Fundação Almerinda Malaquias nos dias 15 e 16, e encerramento com sarau no Parque Pinheiral. Em setembro, será a vez de Coari, seguido por um encontro de contação de histórias em outubro, na Escola de Artes e Turismo da UEA, em Manaus.

Segundo Jackeline, a Política Nacional Aldir Blanc tem sido essencial para viabilizar o projeto, mas ainda exige ações que ampliem seu alcance. “Convidamos produtores e artistas locais em cada município para integrar nossas ações, descentralizando recursos e fortalecendo as redes culturais”, destacou.

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